Alarmante Entre as vítimas, cinco mortes foram registradas após contaminação por metanol, sendo três em São Bernardo
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A Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) voltou a cobrar das autoridades medidas firmes contra a falsificação de bebidas no País, após novos casos de intoxicação por metanol confirmados no estado. Entre as vítimas, cinco mortes foram registradas, sendo três em São Bernardo.
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Em abril deste ano, a Fhoresp já havia apresentado um levantamento alarmante: 36% das bebidas comercializadas no Brasil são adulteradas, falsificadas ou contrabandeadas. O estudo mostrou que vinhos e destilados são os mais afetados e apontou que uma em cada cinco garrafas de vodca vendidas no País é falsa.
Para o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto, a crise de saúde pública atual comprova que o problema deixou de ser apenas econômico e tributário. “Estamos diante de um esquema de adulteração em larga escala. Antes, a questão estava restrita à sonegação fiscal. Agora, vidas estão em risco. Pessoas estão sofrendo com sequelas gravíssimas”, afirmou.
O dirigente reforçou que bares e restaurantes também acabam prejudicados. “A grande maioria dos negócios age de forma correta e se torna vítima ao receber produtos adulterados de fornecedores. Mas, sem ação firme do Estado, esse esquema nunca terá fim.”
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A Fhoresp, que representa 500 mil empresas em todo o estado, entre hotéis, bares, restaurantes, lanchonetes e padarias, pede uma resposta articulada e urgente do poder público para desmontar a cadeia criminosa de falsificação.
Segundo o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas, o metanol é altamente tóxico e pode provocar cegueira, danos neurológicos, falência de órgãos e até a morte.
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