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Câmara analisa isenção de IR de R$ 5 mil nesta quarta-feira

Presidente Hugo Motta definiu que projeto será o único a tramitar no dia; governo afirma que 10 milhões de pessoas serão beneficiadas

01/10/2025 | 08:26
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FOTO: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
FOTO: Marina Ramos/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O projeto de lei que isenta pessoas que ganham até R$ 5.000 por mês de pagar Imposto de Renda será votado nesta quarta-feira (1°) em Brasília. Segundo o governo federal, 10 milhões de brasileiros serão beneficiados.

Nesta terça-feira (30) o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou como único ponto da pauta desta quarta-feira (1°) o projeto que amplia a isenção.

Dois projetos que tratam do tema tramitam no Congresso. na semana passada, o texto de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), PL 1.952/2019, que é relatado por Renan Calheiros (MDB-AL) foi aprovado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado) em caráter definitivo e já pode ser votado na Câmara.

DGABC

O outro projeto é o de autoria do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o PL 1.087/2025, é o texto que foi pautado por Hugo Motta para ser votado nesta quarta-feira (1°).

Os dois projetos são bem parecidos. Com relação a isenção do Imposto de Renda, os dois textos são idênticos. Então para o trabalhador que ganha até R$ 7.300, nada muda com a aprovação de um ou de outro. Ambos também ampliam a tributação sobre altas rendas e lucros distribuídos.

REGIÃO

No Grande ABC, a expectativa é que 639.828 trabalhadores com carteira assinada sejam beneficiados hoje, caso o projeto seja aprovado.

Na região, 76% ganham até quatro salários mínimos (R$ 6.072). Com os descontos das contribuições previdenciárias, o valor entraria na faixa de isenção.

O Grande ABC tem atualmente 841.880 trabalhadores com registro em carteira, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, que foi divulgado na segunda-feira. 

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