Palavra do Leitor

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‘Princesinha do Crime'
‘Mulher que foi resgatada de presídio é de São Bernardo’ (Setecidades, dia 20). Como é possível se resgatar uma presa do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) feminino no Butantã, Zona Oeste de São Paulo? A dupla armada resgatou a ‘Princesinha do Crime’, que cumpria prisão de 12 anos por roubo e é apontada como chefe de uma quadrilha especializada em roubos de carros de luxo em São Bernardo e Capital. O resgate expõe a fragilidade das prisões e a falta de segurança a que estão expostas as pessoas. Se é para não usar armas, acredita-se que esse centro tenha uma excelente equipe de psicólogos que convencem as presas de que elas devem respeitar a prisão, cumprir a pena e só sair com autorização. Será que a forma como saiu a presa, Rafaela Sampaio Camorim, não sustenta a narrativa de que a polícia prende e a Justiça solta? Uma piada essas cadeias. Até prisão de segurança máxima não tem segurança. O Brasil não aprende com os erros, continua a errar.
Luciana Lins - Campinas (SP)
‘Bem da humanidade’
Virtude é uma característica de excelência ética, moral, social e intelectual. Seu cultivo é considerado o ‘bem da humanidade’. Em uma das inúmeras palestras proferidas pela filósofa, professora e autora de seis livros, Lucia Helena Galvão, me chamou a atenção a parte onde ela discorre sobre o porquê de os piores chegarem ao poder. Diz ela que aquele que tem as virtudes arraigadas em suas consciências ficaria restrito a elas, ou seja: ele não pode mentir, não pode manipular, não pode caluniar o adversário e nem prometer o que não poderia cumprir, enquanto o outro, aquele que não às tem, poderia fazer justamente o oposto. Em um cenário hipotético, onde o eleitor não conhece nenhum dos dois, em quem ele votaria? Naquele que diz que se assumir, a sua classe vai ter que fazer um sacrifício maior para o bem comum ou naquele que promete tudo e diz que ninguém terá que fazer nenhum tipo de sacrifício? Parece que aquela frase “O Congresso é o reflexo do povo que o elegeu” nunca fez tanto sentido.
Vanderlei Retondo - Santo André
Presidentes
Não me surpreende o contorcionismo nas palavras da missivista Beatriz Campos quando se trata de criticar o presidente Lula (Lula e Trump – 2, dia 26)! Ao justificar que “o Brasil continua uma colônia subserviente”, usa como argumento a diferença em minutos (sem citar números) nas falas do Lula (que foi conciso – 18 minutos, defendeu nossa soberania e a democracia, aplaudido) e do Trump (que extrapolou exageradamente o tempo de 15 minutos reservado para cada representante – falou 55 minutos, teceu autoelogios, pediu Prêmio Nobel, negou a crise climática e disse que “seus países estão indo para o inferno”, entre outros disparates). Imagino que ela esteve na manifestação de Sete de Setembro na Avenida Paulista, ajudando a segurar a bandeira gigante dos Estados Unidos em pleno aniversário da Independência do Brasil!
João Paulo Mendes Parreira - São Caetano
Lei Magnitsky
‘Lei Magnitsky poderá chegar até Auricchio?’ (Cena Política, ontem). O conteúdo da coluna é um disparate, mas a charge do Trump seguindo as pegadas do ex-prefeito de São Caetano é impagável.
Anselmo Brusquer - São Bernardo
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