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Ouro fecha em alta, renova recorde e sobe 17% no trimestre, com temores sobre EUA

Na Comex, o ouro com vencimento em dezembro fechou em alta de 0,47%, a US$ 3.873,20 por onça-troy, renovando maior nível de fechamento, depois de bater máxima a US$ 3.899,20 na madrugada

30/09/2025 | 15:13
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FOTO: Freepik Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O contrato mais líquido do ouro encerrou esta terça-feira, 30, em alta, impulsionado pelos temores de paralisação do governo dos Estados Unidos, que contribuem para o sentimento de cautela nos mercados. O movimento contribuiu para valorização de 17% do metal precioso no trimestre, marcado também por tensões geopolíticas e expectativas de redução de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro fechou em alta de 0,47%, a US$ 3.873,20 por onça-troy, renovando maior nível de fechamento, depois de bater máxima a US$ 3.899,20 na madrugada. O metal dourado valorizou 10,2% em setembro e saltou 17,1% no trimestre.

Com a possibilidade cada vez mais alta de um shutdown no governo norte-americano, os investidores procuram um produto mais seguro e menos provável de sofrer oscilações como o ouro.

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"O metal precioso está em uma base sólida, tanto como um ativo de proteção, quanto de diversificação", afirma o estrategista da Pepperstone, Ahmad Assiri.

O ouro se destaca ainda mais com a instabilidade do dólar no exterior, outro ativo considerado seguro. Para o CEO do Vere Group, Nigel Green, a diversificação entre os tipos de produtos e os países de onde eles vêm é "mais crítica do que nunca. Ativos alternativos, incluindo o ouro, estão mais uma vez provando seu valor como parte de um portfólio equilibrado."

Green alerta ainda que o possível shutdown do governo dos EUA pode causar danos duradouros ao sentimento do mercado e desestabilizá-lo ainda mais, caso impeça a publicação de dados relativos ao mercado de trabalho. Em evento nesta terça, a dirigente do Fed, Susan Collins, disse que a ausência dos dados será "problemática".

*Com informações de Dow Jones Newswires




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