Memória A poeta-pintora Márcia Plana e o cineasta Lucas Campos navegam pelo mesmo cenário metropolitano, da nascente em Mauá à foz em São Paulo
Crédito da foto 1 – Capa: Isabela A. T. Veras

“Olhos secos querem gotas memórias, a pesca, o banho, a espuma”.
Márcia Plana Souza Lopes, voz poeta e cenográfica.
No começo do ano, Lucas Campos, mais Yasmin Silva e Vanessa Correa procuraram “Memória” informando sobre a gravação de um documentário sobre o Rio Tamanduateí. Os jovens cineastas procuravam por imagens históricas do rio e da sua várzea. Claro, “Memória” os incentivou, repassou alguma coisa – pouca, é verdade! E os contatos pararam.
Agora, nesta bendita Semana Literária em homenagem à Dalila Teles Veras, Luzia Maninha envia este livro belíssimo escrito por Márcia Plana, “Opará e Tamanduateí, o desdobrar das Águas” (Santo André, Alpharrabio Edições, 2024, com apoio do Fundo de Apoio e Fomento à Cultura de Mauá).
Provavelmente, os cineastas conhecem a poeta e artista plástica Márcia Plana. Caso não, sintam-se apresentados. O livro de Márcia é uma galeria literária e de imagens, estas representadas por 30 aquarelas de dois rios, o Opará, que sai de Minas e banha o Nordeste, e o nosso Tamanduateí.
Lucas Campos e colegas, as aquarelas dariam vida ao filme sobre o Tamanduateí, lindas que são, sensíveis como se apresentam, ainda mais que as acompanham versos sensíveis de Márcia Plana, apresentada como “filha das águas nordestinas e das terras interioranas de São Paulo, fruto do Grande ABC” – Grande ABC que também é nordestino, paulista e de uma infinidade de etnias, migrante-imigrante que é.
Por onde passa o rio dos Tamanduás Versos-legendas de Márcia Plana GRUTA SANTA LUZIA A quebra da pedra lasca os olhos, suor e sangue nos olhos lágrimas de Luzia.
Águas segredam milagres.
A terra abraça o corpo d’água, faz festa em lágrimas, escuta da rocha só poesia.
MAUÁ
Lágrimas bebem no intervalo o amargo indevido do caldo.
SANTO ANDRÉ
Atropeladas cinzas asfaltos arranham as costas engarrafadas. Vegetação curta, quase nenhuma.
SÃO PAULO
O rio vai passar, chora a cheia ribeira a queixar de maus-tratos em leito sangue.
NOTA DA MEMÓRIA – Aquarelas da Márcia Plana, cenário dos poemas ligeiros e versáteis da autora. Seus quadros nem precisavam de legendas. Mas com os poemas, ficaram ainda mais provocantes. Imagens e letras se completam. Valem um filme. Que Lucas, Yasmin e Vanessa escolhem do mesmo cenário metropolitano que se estende ao sertanejo São Francisco, o Opará.
Crédito da foto 1 – Capa: Isabela A. T. Veras Crédito da foto 2 – Divulgação MÁRCIA PLANA. A costura em linha reta faz a foz no Tietê impiedoso, enche e ocupa o território A literatura que vem de Jales Fonte: Folha Noroeste, de Roberto Carvalho Jales (SP), edição 895, de 27-9-2095. TEATRO Uma utopia em três atos, os 35 anos da Escola Livre de Teatro de Jales. Autor: Itamar Cardin. Lançamento: sábado, 4 de outubro, no Centro Cultural Dr. Edílio Ridolfo.
Itamar é autor do livro “Marcha do Silêncio”.
UNIVERSO
Volta ao mundo em 280 páginas, do crepúsculo ao Alvorecer, de Rosário Maiettini. Amazon.
Maria do Rosário Aguiar Maiettini é também autora do livro “Saber ou não Saber – Eis as Questões”, um guia prático de curiosidades com 15 temas para testar e expandir seus conhecimentos. FOLCLORE
Peãozinho em A Mata Assombrada (Sagwa Books Editora). Autor: Milton Figueiredo. Lançamento: 31 de outubro, data em que se comemora o Dia do Saci. Local: praça de eventos do North Shopping Barretos. Obra inspirada na websérie criada por Milton no período da pandemia.
Milton escreveu “Barretos aos Olhos dos Avós” (2017), livro de memórias distribuído em escolas e bibliotecas publicado pela Prefeitura de Barretos
ARTIGO
Imigrantes, uma riqueza ignorada. Autora: Anamaria Kovács: “O encontro entre o brasileiro raiz e povos de outras origens e costumes abriu não só a economia a novas técnicas e meios, mas também enriqueceu a nossa cultura e a inseriu no contexto mundial”.
Anamaria é autora do livro “Antepassados, para lembrar com ternura”. Memória pura.
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Terça-feira, 30 de setembro de 1975 – Edição 2864 MANCHETE – Entra em ação na Rodovia dos Imigrantes o pedágio automático da Dersa, em fase experimental. FUTEBOL – Na abertura da semifinal da Primeira Divisão, domingo (28-9-1975), em Rio Claro, Santo André 2 (gols de Tulica, de cabeça), Velo 1. HOMENAGEM – Mensagem da Olympia (máquinas de escrever): “Hoje é o Dia da Secretária. Nossa homenagem à beleza, à paciência, à eficiência, à graça das secretárias pela passagem de mais um 30 de setembro (o dia que nunca poderá ser feriado). EM 30 DE SETEMBRO DE... 1965 - Governador Adhemar de Barros inaugurava em Santo André a Central da Rádio Patrulha, criada para atender toda a região. 1995 – Movimento aberto contra as drogas do Grande ABC elegia uma executiva com a participação de voluntários de toda a região: Sandra Salvaran, Marco Antonio Laso, José Luiz de Assis Silva, Nilo Sérgio Alves Pereira, Oscar Osawa, Sueli Aparecida Gondim, Filipe dos Anjos Marques, João Sidney de Almeida, Evandro Fabiani Capano, Aparecido L. M. Araújo e Odair Volpe. MUNICÍPIOS BRASILEIROS Fazem aniversário em 30 de setembro: em Goiás, Alexânia; no Mato Grosso do Sul, Carnapuã e Paraíso das Águas; em Minas Gerais, Gurinhatã, São Gotardo e Viçosa; no Maranhão, Santa Helena; no Rio Grande do Sul, São Jerônimo; e no Paraná, São Jerônimo da Serra.
HOJE Dia da Secretária Dia Nacional do Jornaleiro Dia Mundial do Tradutor Dia Internacional da Navegação. Dia de São Jerônimo 30 de setembro (Iugoslávia, 340 – Belém, 420). Responsável pela primeira tradução completa da Bíblia para o latim, a Vulgata. Padroeiro dos tradutores e das secretárias. Ilustração: Santuário Basílica de São Sebastião, bairro Tijuca, cidade do Rio de Janeiro.


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