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São Paulo terá 88 novas unidades de saúde e mais médicos especialistas no SUS

O Ministério da Saúde anunciou a construção das novas unidades de atendimento no estado, com investimento de R$ 295,5 milhões em 81 municípios paulistas

29/09/2025 | 10:41
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FOTO: Ministério da Saúde Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O SUS (Sistema Único de Saúde) em São Paulo vai ganhar um grande reforço. O Ministério da Saúde anunciou a construção de 88 novas unidades de atendimento no estado, com investimento de R$ 295,5 milhões em 81 municípios paulistas. Além da expansão da rede, nove médicos especialistas já começaram a atuar em seis cidades, dentro do programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir filas e ampliar o acesso a consultas e cirurgias.

Os recursos fazem parte do Novo PAC Seleções 2025, que prevê em São Paulo seis CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), quatro Policlínicas e 78 UBS (Unidades Básicas de Saúde). Segundo o Ministério da Saúde, o reforço na Atenção Primária deve ajudar a desafogar a rede especializada.

A iniciativa faz parte de um pacote nacional que contempla 899 novas unidades de atendimento em 26 estados, com R$ 2,5 bilhões em investimentos. Além disso, 322 médicos especialistas já estão atuando em 156 municípios do país.

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“Esse é um esforço importante do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expansão imediata da oferta de serviços vem acompanhada de mais investimento em infraestrutura pelo Novo PAC Saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

SUS em expansão

No evento realizado no Hospital Municipal de Urgências de Guarulhos, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, lembrou que o país saltou de 10 milhões de cirurgias realizadas em 2022 para 14 milhões em 2024. “Com o Agora Tem Especialistas vamos aumentar ainda mais esses números”, afirmou.

Além de São Paulo, os novos profissionais foram enviados a Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará e Distrito Federal.

O Nordeste recebeu o maior número de médicos nesta etapa: 188 profissionais, o equivalente a 58% do total. Em seguida vêm Sudeste (70), Norte (40), Centro-Oeste (17) e Sul (7). Do total, 72% atuarão em áreas de alta ou muito alta vulnerabilidade, incluindo 22% em municípios da Amazônia Legal.

As especialidades mais contempladas foram ginecologia (98 médicos), anestesiologia (37), otorrinolaringologia (26), cirurgia geral (25) e áreas ligadas ao atendimento oncológico (66).

Formação e bolsas inéditas

Além da chegada dos novos especialistas, o Ministério da Saúde anunciou R$ 112 milhões em incentivos inéditos para residentes, tutores, preceptores e coordenadores de Programas de Residência em 20 especialidades médicas, além de enfermagem obstétrica e física médica. O objetivo é ampliar a formação em áreas essenciais e escassas no SUS, como radioterapia e patologia.

O governo também abriu 4 mil bolsas de residências, sendo 3 mil para Medicina (nas áreas de anestesiologia, radiologia e cirurgia oncológica, por exemplo) e 1 mil para áreas multiprofissionais da saúde. Essa é a maior oferta de bolsas em 10 anos, com investimento de R$ 1,8 bilhão apenas em 2025 — um aumento de 32% em relação a 2023.

Hospitais de ensino

Outra frente anunciada é a retomada da certificação de hospitais de ensino, que garante excelência na formação de profissionais e melhora a qualidade do atendimento no SUS. Hoje, o Brasil conta com 202 hospitais certificados — cinco deles entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da Newsweek.

Em Minas Gerais, são 25 hospitais certificados, mas o estado ainda tem potencial para ampliar esse número: 118 unidades estão aptas a solicitar o selo do Ministério da Saúde.




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