Política Titulo PT de Santo André

Bancada não é unânime em apresentar substituto a Lula

Lideranças divergem sobre quem deverá entrar na disputa caso presidente não dispute eleição

29/09/2025 | 00:10
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FOTO: Wendell Nunes/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, não disputar a reeleição em 2026, seja por questões de saúde ou decisão política, acendeu um sinal de alerta dentro do PT. O partido ainda não tem um sucessor natural nem um nome de consenso para encabeçar a chapa presidencial. No núcleo petista de Santo André, as divergências sobre o futuro da sigla já começam a ser colocadas à mesa.

Os três vereadores da bancada petista em Santo André, assim como o presidente municipal do partido, têm opiniões divergentes sobre a sucessão de Lula. Enquanto alguns se alinham ao pensamento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, outros seguem em direção oposta. “O sucessor dele (Lula) é o PT. Você tem um partido organizado no Brasil inteiro, que tem base eleitoral e social, um programa, capacidade de governar, de fazer alianças e de ter lideranças”, declarou recentemente Dirceu ao Diário.

Para o vereador Tiago Nogueira, a discussão sobre a sucessão deve ser feita não para as eleições de 2026, mas a fim de que, em 2030, uma nova liderança possa ser colocada à prova. “Tem gente defende um nome do Nordeste, pelo peso político do PT naquela região do País, mas acho que o nome que se destaca é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Disputou uma eleição contra o (Jair) Bolsonaro (PL) em que o Lula estava preso e nem entrevista podia dar, e teve 45% dos votos. É um cara que se mostrou moderado. O setor do mercado gosta”, disse.

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Presidente do PT andreense, Eric Silva acredita que é uma discussão prematura. “ A conjuntura pode mudar, pessoas podem surgir e outras podem vir pro PT como o (Guilherme) Boulos (Psol), Então a sucessão do Lula não está sendo discutida no PT. Tem uma ansiedade nisso”, declarou.

Para o vereador Clóvis Girardi, há várias formas de se construir o pós-Lula. “Acho que (o processo de escolha) vai ser muito mais dividido do que centralizado em uma liderança. Acredito em algo mais capilarizada”, pontuou.

Wagner Lima, também vereador andreense, seguiu linha mais próxima de Dirceu. “Temos um projeto e trabalhamos nele para, de fato, fazer com que se concretize.” O vereador, no entanto, defende definição antecipada de um nome para ser integrado ao projeto.


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