EMEB Arlindo Miguel Teixeira Experiência leva astronomia de forma lúdica e interativa a estudantes do Fundamental 1 e da EJA
FOTO: Igor Cotrim/PMSBC

Olhar para o céu à noite e enxergar estrelas e planetas tão distantes que parecem pequenos pontos brilhantes é um convite à imaginação. Esse fascínio ganhou vida para alunos da EMEB Arlindo Miguel Teixeira, em São Bernardo, que desde quarta-feira (24) recebem o Planetário Móvel do Projeto Móbile. A experiência promete alcançar todos os cerca de dois mil estudantes da unidade, entre turmas do Ensino Fundamental 1 e da EJA (Educação de Jovens e Adultos), até sexta-feira (26).
No primeiro dia, aproximadamente 500 crianças e 60 alunos da EJA viveram a sensação de viajar pelo espaço dentro da estrutura montada na quadra da escola. Entre eles estava Maria Clara, de 10 anos, estudante do 4° ano, que deixou o espaço decidida sobre o futuro.
“Achei muito incrível a sensação lá dentro, porque a gente consegue saber até a idade das estrelas. Quando a gente olha para o Céu à noite, lá estão as estrelinhas e os planetas, tudo pequenininho, mas aqui a gente vê tudo bem de perto, como eu sempre quis. Por isso, é demais, porque a gente consegue ver até o Sol de perto”, comentou Maria Clara, com brilho nos olhos.
Perguntada sobre o que pretende ser no futuro, disse que quer estudar as estrelas e os planetas. “Vou fazer faculdade disso (Astronomia)”, disse, ao afirmar que é estudiosa e gosta “muito de ler” sobre estrelas. “São bonitas quando brilham.”
Para a secretária adjunta de Educação de São Bernardo, Jussara Bezerra, a atividade vai além da curiosidade.
“A proposta de trazer o planetário para a escola é extremamente relevante para a Educação. Essa atividade permite que nossos estudantes vivenciem, de forma prática e lúdica, conceitos científicos que muitas vezes ficam restritos aos livros. Iniciativas como essa ampliam o horizonte das crianças, despertam a curiosidade e fortalecem o vínculo entre a escola e a sociedade, mostrando o quanto experiências inovadoras podem transformar a aprendizagem”, apontou a secretária.
Com 26 anos de carreira na Educação e há três na direção da EMEB Arlindo Miguel, Wagner de Oliveira Silva, também ressaltou o impacto pedagógico da ação.
“Acreditamos que a ida ao Planetário, por exemplo, não é apenas um passeio, mas uma imersão que estimula a curiosidade científica, o pensamento crítico e a compreensão do Universo de forma palpável e inesquecível. É uma atividade que pode inspirar outras escolas e servir como modelo e inspiração para outras unidades da rede, mostrando as possibilidades de enriquecimento do currículo através de ações inovadoras e contextualizadas”, explicou o diretor.
A iniciativa, segundo ele, ajuda a fortalecer a imagem da educação aplicada na rede municipal, destacando o empenho na oferta de um ensino de qualidade e relevante para os estudantes. “Vejo a importância de uma educação que vai além dos muros da sala de aula, conectando os alunos com o mundo real e estimulando a curiosidade inata. É uma oportunidade ímpar para mostrar como nossas ações pedagógicas, pautadas na experiência e na cultura, são decisivas na formação integral dos nossos jovens”, avaliou Wagner de Oliveira.
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PLANETÁRIO
O Projeto Móbile já visitou centenas de unidades de ensino e participou de eventos em dezenas de cidades de todos os Estados do Brasil desde 1999, quando foi criado. De lá para cá, as unidades do Planetário móvel receberam em torno de 5 milhões de visitantes, segundo Ricardo de Sousa Felício, que há 17 anos está à frente do projeto.
“Acho que não tem um Estado em que a gente não colocou o planetário. Eu mesmo estive no Amazonas, em tribos indígenas, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Amapá. Então, posso dizer que estivemos em praticamente todos os Estados”, elencou Ricardo, que se define como astrônomo amador, ao lembrar que fez cursos de astronomia no Planetário do Ibirapuera, em São Paulo, reconhecimento de céu e astronomia básica “com os maiores astrônomos do Brasil, Irineu Varella e Paulo Varella”.
O conteúdo do Planetário Móvel foi desenvolvido pelo professor Irineu Varella, diretor do Planetário Municipal de São Paulo (no Ibirapuera) de 1980 a 2002. Ele desenvolveu também um roteiro específico e exclusivo para o Projeto Móbile, com quatro programas montados de acordo com as faixas etárias dos estudantes, inclusive com o uso de Libras.
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