Política Titulo Prisão domiciliar

Defesa pede liberdade para Bolsonaro após PGR deixá-lo fora de denúncia de coação ao STF

Os advogados do ex-presidente dizem que como não foi denunciado, não há justificativa para manter sua prisão

24/09/2025 | 13:15
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FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu a revogação de sua prisão domiciliar. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que decretou a prisão.

O ex-presidente está preso em casa em decorrência da investigação sobre a tentativa de obstrução do julgamento da trama golpista. Bolsonaro está sob vigilância policial constante. A prisão foi decretada porque ele descumpriu restrições impostas pelo STF.

O inquérito foi desencadeado depois que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passou a articular sanções contra ministros do STF nos Estados Unidos. O ex-presidente também é investigado porque financiou o filho e porque seria o beneficiário das pressões sobre o Supremo Tribunal Federal.

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Nesta segunda-feira (22), a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o deputado e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho por coação no processo. Os advogados Paulo Amador Cunha Bueno e Celso Vilardi afirmam que, como o ex-presidente não foi denunciado, não há justificativa para manter a prisão. O pedido tramita em sigilo.

Em nota, Cunha Bueno afirmou que, sem acusação, não há como a prisão domiciliar de Bolsonaro ser mantida "de forma legal". O advogado disse também que "aguarda sua célere revogação".

"Com o oferecimento de denúncia, na qual o presidente Bolsonaro não foi acusado, esvazia-se a necessidade de quaisquer medidas cautelares, já que não há ação penal, cuja tramitação e eventual condenação seriam supostamente protegidas pelas severas cautelares que foram impostas e que há semanas vêm subtraindo-lhe a liberdade de ir e vir e de livre manifestação", diz a manifestação.

Antes de decidir, Moraes pode pedir um parecer do procurador-geral da República. A denúncia, por si só, não encerra o inquérito. A PGR pode continuar investigado o ex-presidente.

Conversas obtidas na investigação levaram a Polícia Federal a desconfiar que Bolsonaro poderia estar planejando uma fuga. Os investigadores encontraram uma minuta de pedidos de asilo político no celular do ex-presidente.

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