Veja medidas Evento reuniu diversos agentes para discussão de ações para minimizar impactos de sanções tarifárias
FOTO: Adonis Guerra/SMABC

Diagnóstico feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a pedido do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), aponta que o tarifaço imposto ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos resultou em perda de aproximadamente U$ 15 milhões, cerca de R$ 79,2 milhões ao Grande ABC no primeiro mês de vigência do novo modelo de comércio exterior.
Os dados foram apresentados no encontro Os impactos do Tarifaço no Grande ABC, realizado na tarde desta terça-feira (23) em parceria entre SMABC, Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, reunindo prefeitos, dirigentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), lideranças empresariais e representantes da sociedade civil.
Participaram da mesa de abertura do evento o presidente em exercício do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL); o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB); o secretário-executivo do Consórcio e presidente da Agência de Desenvolvimento, Aroaldo Silva; os diretores do BNDES Nelson Barbosa e Luciana Costa; o presidente do SMABC, Moisés Selerges; e o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Rafael Demarchi.
Segundo o estudo do Dieese, em agosto de 2025, primeiro mês completo sob a nova tarifa de 50% imposta pelo governo Donald Trump, as exportações do Grande ABC para os Estados Unidos despencaram de US$ 61,6 milhões em agosto de 2024 para US$ 46,5 milhões em agosto deste ano, uma perda de quase US$ 15 milhões no período, equivalente a uma retração de 24,6%.
O impacto foi desigual entre os municípios, mas dramático em setores estratégicos, comparando agosto de 2025 com o agosto de 2024: São Bernardo do Campo caiu 67,6%, Mauá 66,9%, Diadema 50,5% e Ribeirão Pires 32,2%. As perdas se concentram principalmente na indústria metalúrgica, automotiva e de defesa, pilares da economia regional.
Durante o encontro, foram definidos encaminhamentos estratégicos, como a criação de uma Comissão Regional de Monitoramento dos Impactos na Produção e Emprego, com participação de gestores públicos, sindicatos e empresários; a ampliação da estratégia Grande ABC para o Mundo, voltada à diversificação de mercados e internacionalização das empresas locais.
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“Hoje, em uma ação conjunta de diversos agentes do Grande ABC, demos um passo importante para transformar essa crise em oportunidade, com novas conexões internacionais e o fortalecimento da nossa economia regional", afirmou o presidente em exercício do Consórcio ABC, Guto Volpi.
Os representantes do BNDES apresentaram linhas de apoio vinculadas ao Plano Brasil Soberano, programa do governo federal voltado à mitigação dos efeitos do tarifaço e ao fortalecimento do desenvolvimento regional.
"O governo está implementando um programa de grande escala para mitigar os efeitos negativos de tarifas sobre as empresas brasileiras. O foco é fornecer liquidez imediata, facilitar o acesso a crédito e incentivar a adaptação e diversificação das empresas para garantir a sustentabilidade a longo prazo e proteger o emprego e a renda da população", explanou o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
Outra proposta que surgiu no evento é criar um projeto denominado Missão Grande ABC Para o Mundo.
“A importância deste evento de hoje (terça) está justamente em criar conexões com outros países e ampliar nossas oportunidades. É fundamental que o Grande ABC aprofunde a cooperação com instituições como o BNDES e outros parceiros estratégicos, para fortalecer o desenvolvimento econômico regional", afirmou Aroaldo Silva.
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