Memória Dalila Teles Veras demonstra toda a criatividade ao apresentar-se por inteira numa obra genial
FOTO: Mauricio Fernandes

Nesta I Semana Literária da página Memória, toda torcida para que Dalila Teles Veras seja a vencedora de um concurso internacional da qual é semifinalista. Daí porque esta Semana é dedicada à querida Dalila, a universal poeta do Grande ABC.
Dalila será sempre baluarte do Gipem – Grupo Independente de Pesquisadores da Memória.
Presente em todas as manifestações culturais destas últimas cinco décadas – pelo menos – Dalila, pequenina por fora, gigante na alma e na criatividade, deu várias vezes prova da sua capacidade de poetar, redigindo entre os seus, no instante dos acontecimentos, pensamentos em forma de poesia. Como o fez com a “Memória do ônibus”, na volta de uma excursão ao Arquivo Edgard Leuenroth, na Unicamp – poema reproduzido à época aqui em Memória.
O outro lado de Dalila é o de animadora cultural. Quantos e quantos valores ela incentivou, revelou, publicou. E quantas descobertas são de sua lavra, como o poema “A Fábrica”, publicado pelo mais antigo jornal conhecido que se editou na região, “O Monitor”, surgido em 1904, com redação e gráfica em plena Rua Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo.
Nesta chegada a 2025, informa Luzia Maninha, eis que Dalila é semifinalista do Prêmio Oceanos.
Está no site do Prêmio Oceanos, iniciativa de duas entidades irmãs, a brasileira Oceanos Cultura e a portuguesa Associação Oceanos: “A edição de 2025 bateu recorde de inscrições, com 3.142 obras vindas de sete países membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)”.
Ou seja: Dalila Teles Veras, ao classificar um livro entre os 25 melhores na categoria poesia, já é vitoriosa.
Pertencem à CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
O LIVRO
Dalila classificou para o Prêmio Oceanos o livro “Opções para morrer no espaço” (São Paulo, editora Patuá, 2024). Um livro do nosso tempo. E que fôlego:
“Ao cair da tarde pelas ruas motoristas de aplicativos transportam encomendas e gente motoristas e ciclistas entregam pizzas rouco vendedor de brigadeiros no farol apregoa correm todos atrás do tal sonho empreendedor sem discernir exatamente o que seja isso”.
É ou não é um registro jornalístico do hoje em forma de poesia?
Como escreveu Reinaldo Azevedo aqui no Diário em 1989 focalizando o livro “Madeira, do Vinho à Saudade”: “Desde ‘Lições de Tempo’, seu primeiro livro individual, a evolução de seu texto é clara (...) Aqui e ali salta um Drummond, um Fernando Pessoa, uma Adélia Prado (...) não fica nada a dever aos melhores poetas do país”.
E aqui está, na capa de “Madeira, do Vinho à Saudade”, Dalila, no desenho de Mauricio Fernandes. Maio de 1989... Era só o seu terceiro livro.
Dois mil e vinte e cinco, oferecendo o livro vitorioso aos netos Filipe, Murilo, André, Iara e Catarina, Dalila aproveita para inventariar a sua obra: sete páginas de poesia, prosa, poesia publicada em coletâneas e antologias no Brasil (as principais), poesia publicada em antologias e coletâneas no exterior (algumas).
Como produz (sempre bem) essa portuguesinha que um dia foi secretária na fábrica que se mudou de São Bernardo – e onde conheceu a sua grande paixão, o também criativo Valdecírio Teles Veras.
Crédito da foto 1 – Capa: Roseli Vaz Crédito da foto 2 – Mauricio Fernandes JÁ GANHOU. ‘Neste dia dois de julho do ano dois mil e vinte e três completo setenta e sete voltas em torno do sol’: poesia? Prosa? Autobiografia? Uma oração iniciada em Funchal e que só faz orgulhar o Grande ABC da sua, da nossa respiração... MAUÁ No mundo do futebol.
Um livro.
E os 40 anos desta conquista.
Lembra que te falei na última reunião do Memofut sobre um livro que escrevi sobre os 40 anos da conquista do título da Terceira Divisão pelo Grêmio Esportivo Mauaense? Pois é, sobre isso te aviso que o lançamento será realizado no dia 28 de novembro, a partir das 18h30, no Centro de Formação de Professores ''''Miguel Arraes'''', em seu 10º andar (Prédio da Secretaria de Educação de Mauá). E conforme combinado, lhe envio o PDF do livro e o convite para o lançamento. Daniel Alcarria - Mauá NOTA DA MEMÓRIA A história do futebol do Grande ABC é riquíssima. E ganha uma nova obra. Em plena Semana Literária, Memória recebe o print do livro. Pela capa, pela apresentação, pelo formato e participação de Luiz Romano, mais um gol de placa de Daniel Alcarria, o garimpeiro do futebol e esporte mauaenses.
Boleiros de toda a região, marquem em suas agendas: todos à Mauá em 28 de novembro.
Organizadores do 16º Congresso de História do Grande ABC, São Bernardo 2025: vamos incluir este livro nas mesas de debate. Afinal, desde o I Congresso, o futebol sempre teve espaço nos nossos congressos. Que o Grupo Literatura e Memória do Futebol participe pela primeira vez.
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Quinta-feira, 25 de setembro de 1975 – Edição 2860 MANCHETE – Prefeitos aceitam constituir empresa para coletar lixo. Isto ficou acertado ontem (24-9-1975) após reunião em que os prefeitos do Grande ABC mantiveram com o secretário Cerqueira César, dos Negócios Metropolitanos. COLUNA S (José Ricardo, pseudônimo de Ricardo Hernandes) – Os salões sociais da Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira foram literalmente tomados na noite do último sábado (20-9-1975) quando a entidade promoveu jantar dançante comemorativo ao seu 75º aniversário. Festa animada pelo conjunto Caribê. CULTURA & LAZER – Atriz Marília Pera estreava no Teatro Municipal de Santo André a peça “Feiticeira”. EM 25 DE SETEMBRO DE... 1905 – Circulava a revista “Novidades Musicais”, destinada à divulgação dos novos lançamentos de autores nacionais e estrangeiros. 1956 - Inaugurada a fábrica da Mercedes-Benz na Via Anchieta, em São Bernardo. NOTA DA MEMÓRIA – Contagem regressiva: daqui a um ano, a Mercedes completará 70 anos nas terras do antigo “Esmaga Sapo”, em Vila Paulicéia. Quanta história desde então. Quantas gerações de brasileiros e não brasileiros pisaram este chão sagrado da mais antiga ainda capelinha da Record... 1995 – Mercedes-Benz demite 1.150 em São Bernardo. Oprários param. Ars Antiqua, quarteto francês formado em 1965, se apresentava no Tênis Clube de Santo André tocando clássicos da música de seu país. Tom Zé fazia o show “Para amigos”, na Metodista, em São Bernardo.
Beatles, depois de 25 anos de separação, voltavam a se encontrar para a gravação de três CDs duplos com músicas descobertas nos estúdios Abbey Road. Paul, Ringo e George lançariam os discos em seis meses.
HOJE Dia do Rádio ou da Radiodifusão, lembrando o dia em que nasceu Roquette Pinto, fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. O Dia do Radialista é comemorado em 21 de setembro. Dia Internacional do Farmacêutico Dia Nacional do Trânsito MUNICÍPIOS BRASILEIROS Aniversariam em 25 de setembro: Carlos Barbosa (RS), Formoso (GO), Itaeté (BA), Luiziana e Nova Aurora (PR), Mesquita (RJ), Patu (RN), Reriutaba (CE), Sena Madureira (Acre) e Vitorino Freire (MA). Beata Teresa Grillo Michel 25 de setembro Também conhecida como Maria Antonia (Itália, Sardenha, 1855 – Alexandria, 1944). Freira. Fundadora das Pequenas Irmãs da Divina Providência Ilustração: Heroínas da Cristandade



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