Memória Professor de São Caetano surpreende com louvor e isenção sobre fatos que estavam a merecer novos estudos
Crédito da foto 1 – Capa: Eneo Lage

“O escritor aponta para múltiplas possibilidades de novas pesquisas sob as mais diferentes perspectivas e abordagens teórico-metodológicas”.
Cf. Marcel Mendes, no prefácio de “Maria Antônia”.
“(...) a leitura desta obra permitirá ao leitor passear prazerosamente pela história paulista, compreendendo melhor as relações que marcam o federalismo, os conflitos e a circularidade da marcha da história brasileira a partir do final do século XIX até o presente”.
Cf. Luiz Eduardo Pesce de Arruda, in “Manipulado Almas”.
Quando na manhã do sábado 12 de julho de 2025 o jovem Fernando Santos da Silva foi chamado à frente do Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ouviram-se gritos felizes de sua jovem esposa, Ana Paula. O marido-intelectual com raízes em São Caetano recebia, merecidamente, o título de titular desta casa que desde a segunda metade do século XIX vem pensando, estudando e democratizando a nossa história.
Instantes antes da sessão solene ser iniciada, o Doutor Fernando Santos da Silva procurou “Memória” oferecendo os dois livros cujas capas vão aqui reproduzidas: começava a nascer a ideia de se fazer essa Semana Literária.
“Maria Antônia, um retrato além da moldura” (Curitiba, Editora e Livraria Appris, 2019) e “Manipulando Almas, a construção do imaginário paulista na Primeira República” (São Paulo: Paruna Editorial, 2024, 2ª ed.) são dois livros simplesmente formidáveis que parecem levar pelas mãos o leitor interessado em compreender a história paulista nas suas minúcias.
Fernando faz da narrativa um convite para que outras obras sejam buscadas. A seleção das imagens, muito bem reproduzidas e sempre com citações dentro do contexto buscado pelo autor para se fazer entender, complementam os textos. E os temas escolhidos, preenchem lacunas da própria historiografia paulista, com novos elementos e muito conteúdo.
O autor escreveu vários outros livros, a partir de “Para além dos muros da escola, o universo das crianças” e “Governo e Municipalidade”, como colaborador da trilogia “História do Estado de São Paulo, a formação da unidade paulista”.
Quem ler os dois livros ora apresentados, por certo vai querer conhecer as outras obras do escritor e perguntará quais são os próximos títulos. Em “Manipulando Almas”, Fernando cita Georg Wilhelm Friedrich Hegel: “Deve-se admitir incontestavelmente que uma história, seja qual for o seu objeto, conte os fatos sem intenção de que prevaleça um interesse ou fim particular”. Seguindo este ensinamento, observa-se que nestes dois livros Fernando Santos da Silva segue fielmente a isenção preconizada, algo que vai se tornando raro nesta, muitas vezes, batalha entre direita e esquerda. E este é apenas mais um predicado dos livros que inauguram está Semana Literária.
ALMAS
“Durante sua administração (à frente do Museu Paulista), Taunay mudará o enfoque central da instituição, dando ênfase à história, principalmente ao ideário de nascimento e construção da Nação”.
MARIA ANTÔNIA
“Justamente por sediar em sua curta extensão duas das principais universidades brasileiros (o Mackenzie e a USP), fora as instituições de ensino superior espalhadas nas redondezas, a Rua Maria Antônia refletia esse turbilhão social com intensidade. Contudo, pelo menos no período anterior aos eventos de outubro de 1968 e a decretação do AI-5, tal efervescência se dava de forma festiva nos bares da região”.
Crédito da foto 1 – Capa: Eneo Lage Crédito da foto 2 – Capa: Candida Bittencourt Haesbaert Crédito da foto 3 - Cecília Camargo (12-7-2025) AS OBRAS E O AUTOR. Nomes, instituições e entendimento do que foi São Paulo na Primeira República; a Maria Antonia da guerra Mackenzie X USP: professor Fernando Santos da Silva sintetiza em dois livros aulas práticas de como se pode e deve construir história e memória Um símbolo dos memorialistas Criação: Humberto Pastore
Logotipo: João Paulo Petroli Pastore
Desenho a ser apresentado no próximo encontro dos memorialistas, São Caetano, outubro de 2025.
Como explicou Humberto Pastore na Memória de segunda-feira, esta Saíra possui sete cores. Cada uma das Setecidades pode escolher a sua.
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Quarta-feira, 24 de setembro de 1975 – Edição 2859 MANCHETE – Nova Goiás estará pronta para aniversário. A nova Avenida Goiás poderá ser inaugurada em 28 de julho de 1976, segundo informação dada ontem (23-9-1975) pelo prefeito Walter Braido. Departamento de Obras anunciava que faltava demolir 10% dos prédios desapropriados para o alargamento da via.
SÃO BERNARDO – Grupo inglês Mackenzie Hill iniciava a terraplenagem do terreno de 57 mil m2 onde seria construído o Shopping-Center próximo ao Paço Municipal. NOTA – Trata-se do atual shopping Metrópole. EM 24 DE SETEMBRO DE... 1905 – Polícia do Estado distribuía portaria a todos os delegados para que investigassem o tráfico de mulheres brancas procedentes da Áustria-Hungria. Deviam, os delegados, relacionar as chamadas casas de tolerância, com declaração dos nomes das inquilinas, nacionalidade, procedência, profissão e quando embarcaram com destino ao Brasil. 1965 – São Caetano buscava criar um destacamento do Corpo de Bombeiros na cidade, em convênio com a Força Pública do Estado. Governador Adhemar de Barros visitava a Companhia Brasileira de Cartuchos, então localizada em Utinga, Santo André. Ruy da Rocha Toledo, redator do News Seller (hoje, Diário), indicado para ser agente da Previdência Social em Santo André.
1995 – EC Santo André estreava em casa (Estádio Bruno Daniel) empatando em 1 a 1 com o Volta Redonda pela segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro – chamado “Brasileirinho”. O gol do Santo André foi marcado por Foguinho. NOTA – No comando técnico do Ramalho, o craque Lance (ex-Corinthians). HOJE Dia do Mototaxista. Celebrado no Estado de São Paulo a partir de lei de 2008. Em outras regiões é comemorado em 27 de julho, Dia do Motociclista. MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Urupês (1928) e Santa Mercedes (1954). Pelo Brasil: Água Branca e São José de Piranhas (PB), Barras (PI), Cachoeira Alta (GO), Cantanhede, Paraibano, São Domingos do Maranhão e São José de Ribamar (MA), Coreaú (CE); Mar de Espanha (MG) e Tramandaí (RS). Dia de Nossa Senhora das Mercês 24 de setembro A invocação à Virgem Maria como Nossa Senhora das Mercês ou da Misericórdia remonta ao século XIII, durante a dominação maometana na Península Ibérica. Ilustração: Santuário de São Sebastião, Tijuca, Rio de Janeiro




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