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Ineficiência fiscal

21/09/2025 | 08:38
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A recente divulgação do Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal pelo Tesouro Nacional escancarou um problema que São Caetano tenta superar desde a gestão de José Auricchio Júnior (PSD), encerrada em 31 de dezembro. O município, embora figure entre os mais ricos do País, ocupa apenas a 473ª posição, distante de outras cidades do Grande ABC com orçamentos muito mais modestos, como Rio Grande da Serra e Mauá. A administração atual, chefiada por Tite Campanella (PL), atribui o resultado ao descompasso financeiro herdado de seu antecessor, que deixou rombo bilionário no caixa e expôs a cidade a riscos que ainda se refletem nos serviços oferecidos à população.

A dimensão da dívida, estimada em R$ 1,15 bilhão, compromete a capacidade de pagamento da Prefeitura e limita o acesso a novas linhas de crédito, fator essencial para investimentos em infraestrutura e manutenção de políticas públicas. A nota “C” na Capag, obtida neste ano, sinaliza perda de confiabilidade junto a fornecedores e instituições financeiras, fragilizando o papel de São Caetano como referência regional em eficiência administrativa. Mais do que números frios em relatórios, essa condição representa impacto direto sobre o cotidiano dos moradores, que dependem de escolas, hospitais e programas sociais cuja continuidade está ameaçada por escolhas equivocadas de governos anteriores.

O atual prefeito busca corrigir a rota com medidas de revisão de processos, maior transparência e cumprimento de prazos. Todavia, esforços para restabelecer o equilíbrio são atravancados por compromissos firmados sem respaldo e por práticas de gestão que priorizaram resultados imediatos em detrimento da sustentabilidade das contas. O caso de São Caetano ilustra como a condução descuidada da máquina pública pode corroer patrimônios construídos ao longo de décadas. Cabe à sociedade acompanhar de perto as medidas de ajuste e cobrar responsabilidade de quem, por má administração, deixou como herança dívidas e obstáculos que comprometem o presente e o futuro da cidade.

DGABC



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