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Maduro pede relação franca e pacífica com EUA em carta a Trump

O presidente da Venezuela nega as acusações do governo norte-americano de que o País seja um ponto-chave no tráfico de drogas

21/09/2025 | 11:17
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FOTO: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian / RS via Fotos Públicas
FOTO: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian / RS via Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, enviou uma carta a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em meio à tensão entre os dois países nas últimas semanas. Parte do conteúdo foi divulgada pela agência Reuters neste sábado, 20.

No material, datado de 6 de setembro, quatro dias após o primeiro ataque dos Estados Unidos a uma embarcação que estaria transportando drogas no mar sul-americano, Maduro nega as acusações do governo norte-americano de que a Venezuela seja um ponto-chave no tráfico de drogas, indicando que apenas por volta de 5% das drogas produzidas pela Colômbia passassem por seu território, alegando, ainda, que cerca de 70% de todas elas seriam apreendidas pelas autoridades locais.

Maduro também escreve uma mensagem direta a Trump, pedindo que "juntos possamos derrotar as mentiras que têm maculado nossa relação", que deve ser "pacífica", e estar sempre abertos para conversas por meio do diplomata Richard Grenell, "para superar os ruídos midiáticos e as fake news".

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Nas últimas semanas, os Estados Unidos têm feito um reforço militar no Mar do Caribe, nas proximidades da Venezuela. Membros do governo Trump afirmam que missão tem como objetivo interromper tráfico de drogas, mas autoridades militares e analistas dizem que verdadeiro objetivo pode ser derrubar presidente venezuelano.

Mais cedo neste sábado, 20, o presidente dos Estados Unidos publicou um recado direto ao país sul-americano: "Queremos que a Venezuela aceite imediatamente todos os prisioneiros e pessoas de instituições mentais forçadas a entrar nos Estados Unidos". Caso contrário, segundo ele, "o preço que pagarão será incalculável".

O governo de Maduro, por sua vez, tem respondido às crescentes tensões com exercícios militares na região caribenha.




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