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Com pedágio mais caro do Brasil, SAI lidera mortes no trânsito do Grande ABC

Rodovias Imigrantes e Anchieta, primeira e segunda do ranking, somam 49 óbitos nos últimos 12 meses; motoristas pagam R$ 38,70

20/09/2025 | 09:26
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FOTO: Denis Maciel | DGABC
FOTO: Denis Maciel | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As rodovias do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) estão no topo do ranking das vias que mais registraram mortes no trânsito nos últimos 12 meses, de setembro de 2024 a agosto de 2025, de acordo com dados do InfoSiga, sistema de monitoramento do governo estadual gerenciado pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo). O SAI possui o maior pedágio do País, no valor de R$ 38,70. 

As quatro rodovias que cortam a região registraram os maiores números no período. Foram 65 óbitos no total, sendo 29 na Imigrantes, 20 na Anchieta, nove no Rodoanel Mário Covas (trecho Sul) e sete na Índio Tibiriçá. Em relação aos acidentes não fatais, as estradas somam 629 casos 

Completam o ranking as vias urbanas, sendo a Avenida dos Estados (6), em Santo André; a Estrada dos Alvarengas (6), em São Bernardo; a Avenida Prestes Maia (5), no município andreense e a Avenida João Ramalho (5), em Mauá. Essas avenidas contabilizam, juntas, 122 acidentes não fatais e 23 sinistros com óbitos. 

DGABC

O Grande ABC totalizou, neste mesmo período, incluindo as rodovias e vias urbanas, 253 mortes no trânsito. Quanto ao veículo, 126 envolveram motocicletas, 70 pedestres e 36 automóveis. O restante dos acidentes fatais ocorreu com bicicletas (8), caminhões (5) e ônibus (2). Os demais seis não foram identificados. 

São Bernardo é o município com maior quantidade de mortes, com 114 registros, seguida de Santo André (57), Mauá (30), Diadema (23), Ribeirão Pires (17), São Caetano (7) e Rio Grande da Serra (5). As sete cidades somaram 69.296 acidentes totais, entre fatais e não fatais. 

De acordo com o professor da FECFAU (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Creso de Franco Peixoto, é esperado que locais em que os veículos trafegam em velocidades mais altas tenham acidentes com maior gravidade. 

“Elas ultrapassam o limite ou capacidade que os veículos têm de absorver choques e evitar transferência de energia aos ocupantes. Rodovias como a Imigrantes e a Anchieta registram uma quantidade maior de acidentes. O alto volume de tráfego e imprudência dos motoristas também contribuem”, afirma o especialista.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a velocidade é o maior fator de risco para mortes no trânsito, pois impactos acima de 30 km/h aumentam em seis vezes a chance da vítima vir a óbito. Por isso, a recomendação é de trafegar no máximo a 50 km/h. 

A velocidade máxima permitida para veículos de passeio no SAI varia entre 80 km/h e 120 km/h. As rodovias Anchieta e Imigrantes possuem, respectivamente, 55,9 km e 58,54 km de extensão. A Ecovias, concessionária que administra o sistema, informou que conta também com mais de 160 câmeras de monitoramento e que já investiu mais de R$ 10 bilhões em melhorias viárias ao longo de 27 anos de concessão. 

A SPMAR, responsável pelo Rodoanel Mário Covas, disse que investe para zerar os acidentes no trecho que opera no Grande ABC, por onde circulam mais de 110 mil veículos diariamente. A estratégia da empresa se baseia em uma combinação de três fatores, como tecnologia, educação e infraestrutura.

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que faz a gestão da Rodovia Índio Tibiriçá, destacou que implantou novos controladores de velocidade em 18 pontos da via, que permite velocidades de 40 a 80 km/h, dependendo do trecho.

AGOSTO

Somente no mês passado foram registradas 29 mortes no trânsito da região, sendo 22 homens e sete mulheres. Motocicletas (12) e pedestres (8) representam 69% dos óbitos. Houve ainda vítimas fatais envolvendo automóveis (6), bicicleta (1) e caminhão (1). Em uma morte, não foi identificado o veículo. 

Em relação a agosto de 2024, quando foram registrados 24 óbitos, houve crescimento de 21%. O número de 2025 é o maior desde 2016, mês em que 32 pessoas morreram no trânsito da região.




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