Política Titulo Nova fase

CPMI do INSS endurece apurações sobre fraudes contra aposentados

As fraudes investigadas podem ter causado prejuízo estimado em R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, atingindo milhares de aposentados e pensionistas em todo o país

19/09/2025 | 09:42
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FOTO: Saulo Cruz/Agência Senado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS decidiu reforçar as investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nessa quinta-feira (18) que a comissão inicia uma nova fase, mais rigorosa, após decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal) que obrigam testemunhas a comparecer às sessões.

Segundo Viana, a mudança de entendimento de alguns ministros fortalece o trabalho da comissão. “Obtivemos uma vitória importante. A decisão do ministro André Mendonça de obrigar testemunhas a comparecer representa um avanço. Hoje começamos uma etapa mais firme e direcionada da CPMI”, declarou.

Depoimento sob suspeita

Na reunião, os parlamentares ouviram o advogado Nelson Willians Rodrigues, alvo de busca e apreensão por negócios com o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos chefes do esquema. Amparado por habeas corpus, o advogado fez apenas uma declaração inicial, negando qualquer envolvimento, e permaneceu em silêncio durante as perguntas.

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O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), destacou que as movimentações financeiras ligadas a Rodrigues superam R$ 4 bilhões e disse que “o silêncio falou mais alto”. Para ele, o advogado pode deixar de ser testemunha para se tornar investigado.

Novas frentes de investigação

A CPMI aprovou 179 requerimentos de convocação e informação, incluindo convites para ministros da CGU, Vinícius Carvalho, da AGU, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os parlamentares também pediram ao STF dados sobre possíveis políticos citados nas investigações da Polícia Federal.

A comissão já soma cerca de 80 convocados e estuda pedir prorrogação dos trabalhos. Um agente da PF atua diretamente nas apurações, sobretudo nos casos relacionados a lavagem de dinheiro.

As fraudes investigadas podem ter causado prejuízo estimado em R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, atingindo milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.




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