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Rigor na terceirização

19/09/2025 | 09:33
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A morte de Cleía dos Santos, 79 anos, na quarta-feira em Mauá, expõe de forma dolorosa os riscos de falhas em obras conduzidas por empresas terceirizadas. Os casos abundam no Grande ABC. O episódio mais recente envolveu subcontratada da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O acidente, provocado pelo desprendimento de tubulação que atingiu a residência da vítima, mostra que não basta desligar a contratada após a tragédia. É indispensável que as contratantes estabeleçam critérios mais rigorosos para selecionar suas parceiras, avaliando histórico, procedimentos de segurança e capacidade técnica antes de autorizar a execução de serviços.

A decisão da Sabesp de contratar perícia e oferecer apoio à família expõe a preocupação da companhia, recentemente privatizada pelo governo paulista, com as consequências de suas resoluções, mas não elimina a responsabilidade de prevenir ocorrências semelhantes. O poder público delega à companhia a gestão de um serviço essencial e, por consequência, cabe a ela fiscalizar permanentemente as empresas que atuam em seu nome. Sem acompanhamento efetivo, a terceirização pode se transformar em risco ampliado para comunidades inteiras, já que falhas de execução não se restringem a perdas materiais, mas podem atingir vidas, como lamentavelmente ocorreu no Jardim Zaíra.

A prevenção deve ser prioridade permanente e a reprodução de casos em sequência denuncia falhas graves no processo de terceirização. Tanto a Sabesp quanto todas as outras companhias que optam por repassar atividades precisam revisar critérios de contratação, exigir cumprimento de normas de segurança e manter equipes próprias de supervisão em cada etapa das obras. Apenas com controle efetivo será possível garantir que a expansão de serviços, como a rede de abastecimento de água, ocorra sem comprometer a integridade de moradores. A tragédia em Mauá não pode ser reduzida a episódio isolado, mas deve servir de alerta para mudanças estruturais na relação à subcontratação.

DGABC



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