8 de janeiro Nomes do PT defendem freio a qualquer tipo de anistia a envolvidos na trama de golpe
FOTO: Ricardo Stuckert / PR

Líderes do PT no Grande ABC afirmam que não é aceitável qualquer tipo de anistia aos condenados pela trama golpista, junto à Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. Dentro do partido existe divergência também sobre o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já teria admitido a aliados acordo por uma anistia light com o Centrão, a fim de reduzir as penas dos envolvidos do 8 de janeiro de 2023.
Vereador de Santo André, Tiago Nogueira (PT) considera que o ataque à Praça dos Três Poderes, em Brasília, não pode ter penas afrouxadas por uma proposta de anistia, debatida no Congresso Nacional. “Sou contra a qualquer anistia light. O 8 de janeiro foi muito traumático e devemos punir exemplarmente. Das 1.400 pessoas presas (na ocasião), 1.200 já estão fora da cadeia. Há outras 183 pessoas (condenadas), com uma parte em prisão domiciliar. Não podemos blindar ninguém”, afirmou.
Ananias Andrade (PT), parlamentar em São Bernardo, lembra dos planos de assassinatos de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes: “Minha posição é sem anistia para golpista. Não tem segurança na democracia e nem pacificação se um lado não entende que o limite da sociedade é a democracia”.
Para o vereador de Diadema Josa Queiroz, Lula articula uma forma de chegar a um acordo no Congresso que barre os parlamentares bolsonaristas e a anistia ao próprio Bolsonaro. “O presidente faz esse movimento de construção por uma proposta alternativa, sabendo que o Centrão reúne um peso muito grande na Câmara Federal”, defendeu.
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