Transporte Com presença do deputado federal Jilmar Tatto, plenária propõe levar debate para o Consórcio
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Diadema foi palco de audiência pública realizada na noite de quinta-feira (18) para abrir mais uma discussão sobre a implementação do programa Tarifa Zero, já debatido em Santo André e São Bernardo, enquanto já é realidade em São Caetano. Presidido pelo vereador Josa Queiroz (PT), o encontro reuniu lideranças regionais, que propõem levar a pauta ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Defensor da medida em Brasília, o deputado federal Jilmar Tatto (PT), autor da proposta que expande a gratuidade no transporte público aos municípios brasileiros, participou da agenda no Legislativo.
Principal convidado, Jilmar Tatto destacou que cada vez mais o Tarifa Zero ganha peso no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que passou a se interessar pelo tema, segundo o parlamentar, ao saber que Belgrado, na Sérvia, desde o início 2025 é a maior cidade do mundo com transporte público gratuito, beneficiando uma população de 1,4 milhão de habitantes.
"Eu senti que o papo foi bom, e ele falou: ‘eu vou implantar, passe os estudos’. Em seguida, cada um foi em um carro, e dez minutos depois, recebo a ligação do assistente de ordem dele, dizendo que o presidente queria falar comigo, e ele disse: ‘acabei de falar com (ministro da Fazenda) Fernando Haddad e vamos implementar”, afirmou o deputado durante discurso.
Diretor de Desenvolvimento Econômico do Consórcio, Joel Fonseca propôs levar o debate para além das divisas municipais. “Podemos fazer uma conversa no Consórcio para pautar uma apresentação na assembleia de prefeitos. A entidade é um instrumento que articula e desenvolve políticas públicas de interesse regional pelo Grande ABC”, destacou.
Marcelo Pante, gestor de Mobilidade da Prefeitura de São Caetano, cita que é possível implementar transporte gratuito na região. “Meu sonho é que todas as cidades que fazem divisa tenham Tarifa Zero. O programa é fruto de uma crise no transporte público. Desde 2013, a demanda pelo transporte coletivo vem caindo, porque as pessoas estão buscando alternativas e andando menos de ônibus. Com a demanda caindo, o faturamento cai, e os subsídios (das Prefeituras) às empresas aumentam e isso gera um ciclo vicioso e não chega em uma conta possível de fechar”, justificou.
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