Entrevista Cantora lança os singles ‘Caos e Sal’ e ‘Tão Bonito’, primeiras faixas do novo álbum, que possui influências de afrobeat
FOTO: Divulgação/MarVin

IZA dá início a uma nova etapa de sua carreira nesta quinta-feira (18), com o lançamento de dois singles, Caos e Sal e Tão Bonito. As faixas, que combinam reggae com afrobeat, são um vislumbre do seu próximo álbum de estúdio, que promete ser uma imersão sonora e visual na sua ancestralidade. As músicas já estão disponíveis nas plataformas digitais com visualizers, permitindo que o público conheça a nova estética visual que acompanha essa fase. O sucessor de Afrodite (2023) e Dona de Mim (2018) ainda não tem data de estreia.
Quem assistiu à apresentação da cantora no último domingo (14), no palco principal do The Town, já teve a oportunidade de ouvir Caos e Sal ao vivo, além de perceber as referências de IZA. No show, a carioca trouxe convidados como Célia Sampaio, conhecida como a Dama do Reggae brasileiro, para cantar a música Mama África, canção de Chico César. Olodum e Toni Garrido foram as outras atrações surpresas.
Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira (17), IZA compartilhou detalhes dessa nova fase, marcada pela forte influência do reggae, além de uma estética visual inspirada no Egito Antigo. A cantora revelou que Caos e Sal é uma composição que acompanha sua trajetória há cinco anos, inicialmente chamada Pique da Vida. Para IZA, o reggae se tornou uma poderosa ferramenta de resistência, especialmente neste momento significativo de sua carreira e vida pessoal.
O reggae e a busca por autenticidade
Em sua reflexão sobre o reggae, IZA destacou como o estilo é democrático, absorvendo elementos do R&B, soul, rap e gospel, e sempre presente em sua trajetória. Para ela, o reggae é uma música que "convoca a consciência", provocando e emocionando ao mesmo tempo. "É o que está fluindo no meu coração agora", afirmou, explicando sua conexão atual com o gênero.
Essa escolha musical está alinhada com sua busca por um som que a reconectasse com suas origens, refletindo uma evolução natural em sua carreira. Para IZA, essa fase não é uma ruptura, mas sim um retorno às suas raízes musicais, com um amadurecimento claro em relação aos hits Pesadão e Ginga.

A estética visual e a inspiração no Egito
IZA também detalhou o conceito visual por trás do novo trabalho, inspirado pelos pigmentos egípcios, símbolos de realeza e espiritualidade. A paleta de cores inclui tons de laranja, azul lápis-lazúli e preto, evocando a riqueza da cultura afro-brasileira e a história do Egito Antigo. "Queria contar essa história de forma única, sem me repetir", explicou a escolha das cores e texturas, que buscam dialogar com as emoções que deseja despertar no público. Para a cantora, a estética é uma parte essencial da narrativa de seu projeto.
Além disso, IZA se reconecta com Kemet, nome original do Egito Antigo, que significa "terra preta". "Kemet é o berço de uma civilização avançada, repleta de tecnologia, sofisticação e sabedoria", ressaltou a equipe da artista, destacando o sentimento de pertencimento e autoestima que essa referência evoca. O audiovisual dos singles reflete essa pesquisa, sendo marcado pela simbologia da realeza e espiritualidade, transmitida por cores e imagens.

Influências baianas e colaborações no reggae brasileiro
A forte relação de IZA com o reggae brasileiro não é novidade, especialmente pela influência de artistas baianos como Rafa Chagas, que co-assina Caos e Sal e participa de outras faixas do álbum. A cantora ressaltou a identidade única do reggae brasileiro, distinta de qualquer outro lugar do mundo, e destacou a importância do samba-reggae e do Olodum em sua formação artística. Ela também compartilhou como sua infância no Maranhão foi essencial para absorver influências das músicas de raiz baiana e do reggae local.
Reflexões sobre legado
Sobre o impacto de sua música, IZA refletiu sobre o legado que deseja deixar. "Quando você busca ser feliz artisticamente, isso se reflete nas pessoas. A verdade no meu trabalho é o que conecta as pessoas à minha arte", concluiu.
Com um trabalho que combina ancestralidade, crítica social e busca pela autenticidade, IZA se prepara para mais um capítulo memorável em sua carreira. A fusão do reggae, da poesia e da ancestralidade egípcia promete ressoar profundamente com seu público, marcando uma nova era cheia de significado.

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