No Litoral Ruy Ferraz Fontes morava em São Caetano; enterro ocorreu nesta terça-feira (16)
FOTO: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Polícia de São Paulo identificou dois suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, 63 anos, morto a tiros na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, no Litoral. As prisões temporárias já foram solicitadas à Justiça, segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. Fontes morava em São Caetano e era formado em Direito e pós-graduado em pós-graduado em Direito Civil pela Faculdade de São Bernardo.
De acordo com o secretário, os homens foram identificados após a perícia recolher impressões digitais em um dos veículos usados pelos criminosos. A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que reforçou o policiamento ostensivo e mobilizou unidades especializadas da Polícia Civil e o setor de inteligência da Polícia Militar para a investigação.
“Dois envolvidos foram identificados e tiveram suas prisões temporárias solicitadas à Justiça. Um deles já possui passagens por tráfico de drogas e roubo. As forças de segurança seguem empenhadas em identificar todos os envolvidos e esclarecer o crime”, diz a nota.
Derrite também recusou o apoio oferecido pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que disponibilizou a Polícia Federal. As investigações consideram, entre as hipóteses, a de que o assassinato foi cometido por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que já havia ameaçado de morte o delegado em anos anteriores. Outra linha apura se a execução teria ligação com a atuação de Ruy na Secretaria de Administração de Praia Grande.
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DESPEDIDA
O velório de Ruy Ferraz ocorreu ontem, na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e contou com a presença de Derrite e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da Capital, além de outras autoridades políticas e policiais. O sepultamento foi realizado no fim da tarde no Cemitério da Paz, no Morumbi.
A execução de Ruy repercutiu entre as autoridades da região. O delegado seccional de Santo André, Marcelo Dias, afirmou que o ex-delegado “teve a carreira blindada por excelência, colocando integrantes do PCC na cadeia”. Já o seccional de Diadema, Eduardo Castanheira, classificou a execução como “covarde” e ressaltou que as forças de segurança darão “uma pronta resposta a esse repugnante crime”.
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