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Seccionais da região lamentam morte de ex-delegado e creem em punição

Execução de Ruy Ferraz Fontes, 63 anos, ocorrida na noite de segunda-feira (15) na Praia Grande, teve forte repercussão entre autoridades do Grande ABC

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
16/09/2025 | 13:37
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FOTO: André Henriques/ Celso Luiz/ Reprodução
FOTO: André Henriques/ Celso Luiz/ Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 63 anos, ocorrida na noite de segunda-feira (15) na Praia Grande, teve forte repercussão entre autoridades do Grande ABC. A região, que acompanhou de perto parte da trajetória do delegado formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo, reagiu com pesar e indignação diante do crime.


O delegado seccional de Santo André, Marcelo Dias, ressaltou a importância da carreira de Ruy no enfrentamento ao crime organizado. “A carreira do Dr. Ruy Ferraz foi sempre blindada por excelência. A vida inteira ele estudou e combateu o crime organizado, e conseguiu o êxito de colocar vários integrantes do PCC na cadeia. É uma pena o que aconteceu, porém tenho certeza que a Polícia Civil vai dar uma resposta e vamos colocar esses matadores na cadeia.”


Na mesma linha, o delegado seccional de Diadema, Eduardo Castanheira, classificou a execução como uma perda não apenas para a corporação, mas também para a população. “A polícia e a sociedade perdem, numa covarde execução, um ser humano, um homem, um agente público que dedicou grande parte de sua vida no combate ao crime organizado. As forças de segurança com profissionalismo e competência darão uma pronta resposta a esse repugnante crime.”

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A morte de Ruy mobilizou também o Estado. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o ex-delegado-geral deixou “um legado marcante na Segurança Pública de São Paulo”, lembrando sua atuação pioneira nas investigações contra o PCC. Ele reforçou que as forças de segurança trabalham para prender os envolvidos e garantir punição exemplar.


O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, declarou que a Polícia Civil e a Polícia Militar estão atuando de forma conjunta para esclarecer o crime. A própria SSP divulgou nota em que lamenta “com profundo pesar” a perda e destacou que equipes seguem em diligências, com uso de ferramentas de inteligência para localizar os responsáveis.


Já o Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) divulgou posicionamento mais duro, e classifica o homicídio como uma “afronta às forças de segurança e ao Estado de São Paulo”. A entidade destacou o histórico de ameaças sofridas por Ruy em razão de sua atuação contra o PCC e cobrou maior valorização da Polícia Civil.


Formado em Direito e pós-graduado pela Faculdade de São Bernardo, Ruy acumulava mais de 40 anos de carreira. Ele passou por delegacias e departamentos como o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) e o Deic ( Departamento Estadual de Investigações Criminais), além de comandar o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital). Em 2020, chegou ao cargo máximo da corporação, como delegado-geral, onde ganhou notoriedade pelas ações contra a facção criminosa.


O crime ocorreu por volta das 18h de segunda, na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, na Praia Grande. Câmeras de segurança mostram o carro de Ruy sendo perseguido por outro veículo, até colidir com um ônibus e capotar. Em seguida, três homens armados desceram do carro perseguidor, cercaram a vítima e efetuaram os disparos. O grupo fugiu logo depois.


Em 2019, Ruy foi jurado de morte por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, após a transferência do líder do PCC para o sistema penitenciário federal. Atualmente aposentado, ele atuava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.

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