Palavra do Leitor
FOTO: DGABC

Alzheimer
‘Setembro Lilás e o direito a uma chance’ (Opinião, ontem). Conforme artigo do Diário, setembro é o mês em que precisamos atentar para prevenção da doença de Alzheimer. Como observa o prudente alerta, caminhamos para uma velhice natural. Não podemos nos esquecer de nossas próprias vidas e das vidas de nossos pais, mães, avós e avôs. Setembro é apenas uma referência; todos os meses do ano merecem precauções, cuidados e atenção com nossos afetos, pois não podemos tratar sintomas desconhecidos com dipironas, remedinhos e chazinhos caseiros ou palpites sem o acompanhamento de um médico responsável.
Cecél Garcia - Santo André
Fraude no INSS
“‘Careca do INSS’ é preso em nova fase de operação da PF contra fraudes” (www.dgabc.com.br). No âmbito da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) foi preso o Careca do INSS. Não deixa de ser um feito da PF (Polícia Federal). O que se espera agora é punir exemplarmente esse cidadão e ressarcir os pobres velhinhos aposentados que tanto precisam do seu dinheiro. E mais: acabar com essa safadeza de roubar o cidadão. Apesar de todos os alertas de que estava havendo desvios de dinheiro, não foi suficiente para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) investigar. Mais fácil foi fazer cara de paisagem e seguir em frente. Basta ver a cara de pau do Lupi ao dizer na CPMI que não sabia da fraude onde ele era o ministro. Cabe aqui perguntar quando e onde crimes cometidos por meio da corrupção foram punidos no Brasil. Certamente não será o último. É essa impunidade que faz o brasileiro desacreditar da Justiça.
Izabel Avallone - Capital
Anistia
‘Governistas preparam resistência à pressão por anistia para Bolsonaro’ (Política, dia 13). Incompreensível alguns políticos buscarem anistia para o ex-presidente Bolsonaro e os outros golpistas. No caso do ex-presidente, ele ainda teve muita sorte por não ter sido condenado pelo descaso, negacionismo e atraso nas vacinas na pandemia de Covid-19. A história comprova que anistiar golpistas fragiliza a democracia e a Justiça, enquanto fortalece tais grupos para novos ataques ao estado de direito.
Daniel Marques - Virginópolis (MG)
Judiciário
Mais um triste capítulo acaba de ser escrito pelo Judiciário brasileiro. Na última década, talvez a mais triste, tivemos o impeachment de uma presidente sem a perda de seus direitos políticos; um ex-presidente condenado em três instâncias e descondenado, rasgando a lei da ficha limpa; um condenado a 435 anos de prisão solto, assim como tantos outros, e o desmantelamento da Lava Jato, a mais eficiente operação contra a corrupção e a roubalheira no Brasil. A Lava Jato recuperou R$ 4,3 bilhões aos cofres públicos. Outros cerca de R$ 14,7 bilhões em valores pactuados em acordos de leniência e colaboração, a serem devolvidos ao longo dos anos, foram por água abaixo por obra do nosso Judiciário. Isso porque envolveu gente poderosa no campo político, empresarial, funcionalismo púbico, indicados políticos etc., razão pela qual tivemos este desfecho. Nunca havia acontecido algo semelhante em nosso País. Muitos alegam suspeição do juiz Sérgio Moro. Agora, tivemos um julgamento político e não técnico (que deveria pautar as decisões jurídicas) numa instância incorreta como dito com todas as letras por Luiz Fux, único juiz de carreira do STF (Supremo Tribunal Federal) e onde um ministro foi vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo. Isso não é suspeição? Assim caminhamos.
Mauri Fontes - Santo André
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