Economia Titulo Tranquilidade

No Brasil, 53% descartam sofrer perda do emprego

Mercado aquecido apoia a confiança dos trabalhadores na manutenção dos postos de trabalho

16/09/2025 | 08:24
Compartilhar notícia
FOTO: Marcello Casal Jr./Da Agência Brasil
FOTO: Marcello Casal Jr./Da Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 No Brasil, 53,8% dos trabalhadores não vê chance de perder o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses. É o que mostra a Sondagem do Mercado de Trabalho, realizada pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para 42,3% dos entrevistados é improvável ficar sem o trabalho, enquanto 11,5%, ainda mais confiantes, afirmam ser muito improvável. Para 13,8%, a chance é provável, e apenas 2,8% consideram muito provável. Pouco menos de um terço (29,7%) não soube responder.

O responsável pela sondagem, Rodolpho Tobler, explica que o baixo percentual de trabalhadores que afirmam ser provável ou muito improvável perder o emprego ou fonte de renda é reflexo do cenário de mercado de trabalho aquecido.

DGABC

“Com a taxa de desocupação em níveis mínimos em termos histórico, é natural que os trabalhadores se sintam mais seguros na sua ocupação ou em uma realocação caso seja necessário. Esse dinamismo observado nos últimos anos tende a ser favorável para os trabalhadores”, afirma.

No entanto, Tobler aponta que, com expectativa de desaceleração da economia brasileira e do mercado de trabalho, “é esperado que essa variável não continue nesse patamar baixo por muito tempo”, diz.

Os números mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre mercado de trabalho mostram que a taxa de desemprego do segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor já registrada na série histórica do instituto, iniciada em 2012. 

A pesquisa do IBGE revelou também nível recorde no rendimento do trabalhador (R$ 3.477) e no contingente de empregados com carteira assinada (39 milhões). Os dados do trimestre móvel encerrado em julho serão conhecidos hoje.

A desaceleração comentada por Tobler se refere a efeitos do juro alto, ferramenta do Banco Central para conter a inflação, que acumula 5,13% em 12 meses, acima do teto da meta do governo (4,5%). 

Atualmente, a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006 (15,25%). 

LEIA TAMBÉM:

São Paulo tem 36 mil vagas de emprego abertas até R$ 7 mil; veja oportunidades




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;