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Ex-ministro da Casa Civil afirma que sucessor de Lula é o próprio PT

Dirceu também declara ao ‘Diário’ que “liderança surge, não se cria”

15/09/2025 | 22:34
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A pouco mais de um ano das eleições gerais, em outubro de 2026, há dúvidas sobre quem seria o sucessor natural do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso o chefe da Nação fique de fora da corrida eleitoral por motivos de saúde, por exemplo.

Na opinião do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que chefiou o partido de outubro de 1995 a dezembro de 2022, a sigla não é dependente do atual presidente da República. “O sucessor dele é o PT. Você tem um partido organizado no Brasil inteiro, que tem base eleitoral e social, um programa, capacidade de governar, de fazer alianças e de ter lideranças”,

Na visão de Dirceu, independentemente do candidato, qualquer nome com o apoio do PT terá condições de vencer as eleições.

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O ex-ministro, no entanto, pondera sobre a história construída por Lula, que pode se tornar o primeiro presidente a conquistar o quarto mandato pelo voto direto. “O Lula governou, mas sempre teve a força do PT e também a dos movimentos sociais organizados, além da, evidentemente, base social eleitoral”, disse Dirceu.

As declarações exclusivas do ex-ministro ao Diário foram feitas após a reportagem perguntar sobre a possibilidade de Lula, com 80 anos, não poder disputar o pleito por questões de saúde.

“Nos cuidamos, tanto do ponto de vista de alimentação, exercício, como do ponto de vista médico preventivo. Acredito que não terá problema, mas de qualquer maneira, temos vários nomes (para a disputa)”, disse.

Apesar de considerar a chapa formada por Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República, e Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, como os candidatos ideais e quase certos para o governo do Estado, em caso de Lula ficar de fora da eleição nacional, eles seriam boas opções por já terem sido testados nas urnas. Entretanto, lembrou que o ministro da Educação, Camilo Santana, Rui Costa, chefe da Casa Civil, e o senador pela Bahia Jaques Wagner, todos do PT, têm chances de entrar em campo em uma eventual substituição.

“Liderança surge, não se cria”, pontuou José Dirceu sobre a ausência de cacife político e com trajetória para fazer frente aos adversários.




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