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IBJR lança campanha contra mercado ilegal de apostas e expõe impacto bilionário no Brasil

Entidade do setor lança campanha “Chega de Bode na Sala”, destacando perda de arrecadação do governo e incentivando aposta em sites autorizados

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15/09/2025 | 19:10
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) intensificou a discussão pública sobre o mercado ilegal de apostas no Brasil com a campanha “Chega de Bode na Sala”. A iniciativa busca alertar os apostadores sobre os riscos de operar em plataformas não regulamentadas e conscientizar sobre a importância de escolher apenas sites licenciados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), identificados pelo domínio .bet.br.

“O bode na sala representa um problema que muitos veem, mas que precisa ser enfrentado de forma direta”, afirmou Fernando Vieira, presidente executivo do IBJR. “As bets clandestinas são um risco para o apostador e um prejuízo para a sociedade, pois não geram impostos que retornariam como benefícios para a população”.


Nos sete primeiros meses de 2025, o governo arrecadou R$ 4,7 bilhões em impostos ligados às apostas, valor que inclui tributos federais sobre a receita bruta de jogos de azar e apostas de quota fixa. No mesmo período, dados do Ministério da Fazenda revelam que 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas em sites autorizados.

Porém, um estudo encomendado pelo IBJR à LCA Consultores mostra que o país pode estar deixando de arrecadar até R$ 10,8 bilhões por ano devido à atuação do mercado ilegal, que ainda responde por até 51% das operações. A discrepância entre a arrecadação oficial e o potencial perdido dimensiona o
tamanho do desafio enfrentado pelo setor regulado.

Relatórios revelam tendências de aposta

De acordo com relatório da SPA, a média de gasto mensal por usuário ativo em plataformas autorizadas foi de R$ 164 no primeiro semestre. Esse número indica que, em geral, o comportamento do apostador brasileiro se mantém dentro de limites considerados responsáveis.

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Mesmo assim, o governo segue em frente com a criação de uma plataforma para centralizar a lista de impedidos de apostar, prevista para ser lançada em setembro. A ferramenta permitirá que usuários que solicitem voluntariamente o bloqueio de acesso a um dos sites autorizados sejam também impedidos de criar nova conta em outra operadora, além de incluir ajustes como limites obrigatórios de tempo e recursos para novos cadastros.

Entre as operadoras licenciadas que integram o IBJR, a KTO divulgou recentemente dados sobre o comportamento de seus clientes. O levantamento de julho de 2025 mostrou que o futebol domina a aposta no site, concentrando 85,98% do volume e atraindo 79,46% dos usuários ativos. Em seguida aparecem o tênis (8,40% das apostas) e o basquete (2,60%).

Outro dado revelador está no valor médio de apostas por esporte. Modalidades como Fórmula 1 e vôlei de praia atingiram média de R$ 113,23 por aposta, enquanto tênis de mesa registrou R$ 106,20 e basquete R$ 95,84. Já o valor mais comum apostado foi de apenas R$ 5, especialmente em Fórmula 1, beisebol e vôlei de praia.

Curiosamente, o futebol não aparece entre os dez esportes com maiores valores médios de aposta, reforçando a ideia de que o grosso do volume está pulverizado em pequenas quantias e que a maior parte dos usuários aposta de maneira moderada.

Esses dados fortalecem a narrativa de que o mercado regulado tem incentivado práticas de aposta responsável. O fato de a maioria dos jogadores movimentar valores baixos contrasta com os riscos do mercado clandestino, onde não há garantias de pagamento, fiscalização ou mecanismos de proteção.




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