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Zanin diz que ataque de Bolsonaro a Moraes em 2021 é 'figura de coação institucional'

A breve manifestação de Zanin, que é o último a votar na ação penal contra Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado, abolição democrática do Estado de direito e outros três crimes, foi durante o voto de Cármen Lúcia

11/09/2025 | 16:00
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FOTO: Rosinei Coutinho/SCO/STF Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cristiano Zanin, adiantou, em uma manifestação durante o voto da ministra Cármen Lúcia, que a declaração do ex-presidente da República Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes em 7 de setembro de 2021, quando o ex-presidente chamou Moraes de "canalha" e mandou ele se "enquadrar" e arquivar o inquérito contra ele, demonstra uma "coação institucional".

"Me parece que essa figura é uma coação institucional, que me parece própria dos crimes contra o Estado democrático de direito. Coagir uma instituição para que se arquive um inquérito ou um processo é inadmissível e faz parte dos crimes contra o Estado democrático de direito", disse Zanin.

A breve manifestação de Zanin, que é o último a votar na ação penal contra Bolsonaro e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado, abolição democrática do Estado de direito e outros três crimes, foi durante o voto de Cármen Lúcia.

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A ministra passou a palavra ao relator do caso, Alexandre de Moraes, que fez algumas considerações sobre o processo e apresentou um vídeo da declaração de Bolsonaro em 2021.

Cármen Lúcia é a quarta ministra a votar no julgamento, realizado na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Antes dela, votaram a favor da condenação de todos os réus os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O ministro Luiz Fux votou apenas pela condenação dos réus Mauro Cid e Braga Netto e somente pelo crime de tentativa de abolição do Estado de direito. Fux votou para absolver os demais.




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