Economia De acordo com a Sabesp, esse volume seria suficiente para garantir o abastecimento de mais de 600 mil pessoas durante um mês
FOTO: Agência Brasil

A redução da pressão noturna no sistema de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, que inclui o Grande ABC, evitou o consumo de 5,3 bilhões de litros de água retirados dos mananciais que abastecem a região. De acordo com a Sabesp, esse volume seria suficiente para garantir o abastecimento de mais de 600 mil pessoas durante um mês — número próximo à população combinada de Carapicuíba e Cotia. A ação começou em 27 de agosto, por determinação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo). Segundo o órgão, a iniciativa tem caráter preventivo, buscando preservar os reservatórios que garantem o fornecimento à capital e aos municípios vizinhos. Apesar dos resultados iniciais, a Sabesp reforça que a colaboração dos consumidores é essencial. A empresa orienta sobre práticas de economia e dimensionamento adequado de caixas-d’água. Vale ressaltar que São Caetano é o único município do Grande ABC que não é afetado pelo racionamento de água imposto pela Sabesp. Nos seis municípios da região, a pressão da água é reduzida diariamente, no período noturno, das 21h às 5h, desde 27 de agosto, quando a medida entrou em vigor. A diferença ocorre porque São Caetano tem seu sistema próprio de gestão e distribuição da água a todas as 86.244 residências da cidade. O Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), autarquia municipal, apenas compra a água da Sabesp - aproximadamente 1.430.621 m³ mensais. Nos últimos 20 anos, Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra transferiram a gestão do abastecimento de água para a Sabesp. Nessas cidades, o serviço passou a ser de responsabilidade da companhia, privatiza em 2024 pelo governo do Estado. Já São Caetano mantém um contrato de fornecimento e continua sendo apenas ‘cliente’ da Sabesp.
São Caetano está de fora
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