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A paz, a ordem e o progresso

Dirceu Cardoso Gonçalves
11/09/2025 | 09:42
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 É difícil saber se o povo pode (ou deve) pedir ou torcer pela paz, se possível, no mundo. É altamente preocupante o momento que atravessamos. Os políticos, em regime de guerra, não se contentam apenas com fazer oposição, mas procuram, também, destruir o adversário. As normas e regulamentos são desrespeitados e os poderes institucionais são acusados de invadir seara alheia, gerando protestos e queixas. O desejável é que cada um permaneça em sua área de atribuição e desempenhe suas tarefas com dedicação e zelo. Que o poder seja empregado para o bem-estar coletivo e jamais para tentar subjugar os que pensam diferente.

Esperamos que – apesar das divergências – os governos dos presidentes Lula (Brasil) e Donald Trump (EUA) se esforcem para encontrar o ponto de equilíbrio e respeito mútuo. Que questões menores não tenham o condão de azedar as relações.

Os últimos acontecimentos policiais brasileiros revelam a preocupante situação do crime organizado operando dentro da estrutura econômica oficial do País em diferentes frentes. As primeiras providências para resolver a questão já se encontram em andamento. Mas é preciso a ação efetiva para evitar que os escaninhos oficiais continuem sendo utilizados para o crime e – se possível – que nosso País não seja submetido à ação anticartel criminoso que os EUA vem anunciando nos últimos tempos. Se tivermos de receber os esquadrões antidrogas internacionais, que seja mediante acordo de cooperação; jamais pela unilateral invasão da potência patrocinadora. Não podemos abrir mão da soberania territorial.

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O Brasil de hoje necessita que todos os órgãos e autoridades cumpram exemplarmente seus deveres. Se assim tivesse ocorrido nas últimas quatro décadas, não haveria hoje a permanente queixa de que a Constituição não é cumprida, as pessoas e instituições não negligenciariam seus deveres, o crime organizado não estaria envolvido na economia oficial e nem em outros setores de prestação de serviços à comunidade. Senhores governantes, parlamentares e detentores de diferentes formas de poder emanado da Constituição, cuidem o mais rápido possível de colocar em dia seus compromissos e deveres para evitar que a sociedade padeça pela falta de providências.

Aguarda-se que nos próximos dias o Parlamento discuta e vote o fim do foro privilegiado, a PEC da Segurança Pública, a Anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro de 2023 e uma série de pendências. E que o legalismo volte a imperar nos corredores do poder sem nunca permitir que interpretações viciadas ou maliciosas acabem por ensejar que o pretendido pelo legislador seja esbulhado ou jogado na lata do lixo.

O Brasil e todos nós, brasileiros, necessitamos desse cuidado e consideração vindos daqueles que elegemos ou que, pela legislação, foram nomeados para gerir a Nação.

Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo).




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