Cena Política
FOTO: Seri/DGABC

Enquanto a maioria absoluta dos analistas políticos avalia que o PSDB tende a desaparecer no próximo pleito, após o desembarque de seus três governadores eleitos em 2022, o presidente estadual do partido em São Paulo, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, está entusiasmado com o que classifica de forte capacidade de resiliência da agremiação. A razão do entusiasmo do dirigente se explica. O diretório paulista abriu na terça-feira as inscrições para que os filiados demonstrem oficialmente o interesse de defender as cores tucanas nas eleições de 2026, como candidatos a deputado estadual ou federal. Em menos de 24 horas, 50 pessoas das mais diferentes regiões paulistas já tinham confirmado a intenção, entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores e lideranças ligadas ao Partido da Social Democracia Brasileira. Paulo Serra tem dito a interlocutores próximos que apenas um bom desempenho das chapas proporcionais garantirá o “ressurgimento”, palavras dele, da social-democracia no Brasil.
BASTIDORES
No muro
Presidente do PL de Santo André, o ex-vice-prefeito Luiz Zacarias não descarta o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como representante da direita à Presidência em 2026. O andreense diverge da maioria dos colegas do Grande ABC, que insistem na defesa da candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje inelegível. “O governador tem feito um excelente trabalho pelo Estado. Entretanto, o presidente Bolsonaro continua sendo uma liderança nacional do PL, relevante e importante”, resumiu o liberal.
In Fux we trust
O voto do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), favorável à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, ontem, no julgamento da trama golpista animou alguns bolsonaristas do Grande ABC. Entre os políticos regionais, celebraram o posicionamento do magistrado, divergente do relator Alexandre de Moraes, os vereadores Nina Braga (PL), Luiz Henrique Watanabe (PRTB), de São Bernardo, Major Vitor Santos e William Lago (ambos do PL), de Santo André, que trataram o posicionamento como uma “renovação da esperança”.
Contraponto
Em mais um desdobramento do julgamento de Bolsonaro, o vereador Lucas Ferreira (PL), de São Bernardo, respondeu às declarações do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) ao Diário, quanto ao petista se referir à proposta de anistia, em tramitação no Congresso Nacional, como um “passaporte para o golpismo, para a ditadura e a impunidade”. “Quando a anistia beneficiou o próprio Dirceu, foi justa e necessária; quando surge a possibilidade de pacificar novamente o Brasil, passa a ser ‘um passaporte para a ditadura’. Esse raciocínio seletivo não fortalece a democracia.”
Em Brasília
Enquanto a Capital federal volta os olhares ao julgamento de Bolsonaro no STF, o prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), deu uma passada no Palácio do Planalto, onde se reuniu com o chefe de Gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, tratando de demandas da cidade. O petista também passou pelo Ministério das Relações Institucionais e se encontrou com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). “Essa ponte aérea entre Mauá e Brasília tem ajudado bastante no fortalecimento das políticas públicas de nossa cidade”, afirmou.
Impeachment
PT e Psol protocolaram ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo pedido de impeachment contra Tarcísio de Freitas. A ação se baseia nas declarações do republicano durante ato de 7 de setembro na Avenida Paulista, onde pediu anistia a Jair Bolsonaro e criticou o STF. “Não nos resta outra alternativa a não ser pedir a cassação do mandato do governador”, afirmou o deputado estadual petista Luiz Fernando Teixeira.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.