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Grandes shows elevam em 20% demanda por transporte por app em São Paulo

O levantamento também aponta que o comportamento dos usuários muda nesses períodos. Em São Paulo, 40% das viagens realizadas durante grandes eventos foram pagas acima da faixa de preço sugerida pelo aplicativo

10/09/2025 | 15:48
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A realização de grandes shows e festivais internacionais tem alterado não apenas a rotina cultural das capitais brasileiras, mas também a forma como as pessoas se deslocam pelas cidades. Dados da plataforma de mobilidade inDrive mostram que São Paulo registrou um aumento de 20% na demanda por corridas durante eventos de grande porte em 2024 e no primeiro semestre de 2025, em comparação com finais de semana comuns.

O levantamento também aponta que o comportamento dos usuários muda nesses períodos. Em São Paulo, 40% das viagens realizadas durante grandes eventos foram pagas acima da faixa de preço sugerida pelo aplicativo. No Rio de Janeiro, a taxa foi ainda maior: 46%. A disposição em negociar valores maiores reflete a alta procura e a oferta limitada de motoristas, especialmente em regiões com forte concentração de público, como Interlagos, na capital paulista, e a orla de Copacabana, no Rio.

Outro dado relevante é a distância média percorrida. No Rio, viagens ligadas a grandes shows chegaram a 13,2 quilômetros, um indicativo do impacto que esses eventos têm na dinâmica da mobilidade. Nessas ocasiões, o fluxo urbano passa a operar em ritmo atípico, marcado pela concentração repentina de deslocamentos.

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Para Stefano Mazzaferro, Country Manager da inDrive no Brasil, o cenário reforça a necessidade de modelos mais flexíveis de transporte. “Durante eventos de grande porte, o deslocamento deixa de seguir padrões previsíveis. A mobilidade se reorganiza, e a demanda cresce de forma concentrada e intensa. É justamente nesses contextos que um modelo como o da inDrive, baseado na interação entre passageiro e motorista parceiro, se mostra relevante”, afirmou.

O executivo defende que os dados ajudam a compreender como o comportamento urbano se adapta em situações de exceção. “À medida que a mobilidade se transforma, é essencial pensar em soluções justas e transparentes, que acompanhem as mudanças das cidades”, completou.




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