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Carne bovina resiste à alta de preços e segue como proteína preferida dos brasileiros

Apesar da preferência, há sinais de diversificação. Famílias das classes AB, por exemplo, têm recorrido mais a frango, suínos, linguiças e salsichas, ainda que continuem responsáveis por 28,9% do consumo de carne bovina no trimestre

10/09/2025 | 08:42
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Nem mesmo a disparada nos preços afastou os brasileiros da carne bovina. Segundo levantamento da Worldpanel by Numerator, o consumo da categoria cresceu 8,8% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com o aumento de 17,6% no valor médio do produto. Hoje, a proteína está presente em 93,1% dos lares, o que representa um salto de 5,1 pontos percentuais na penetração.

A força da carne bovina aparece também na frequência à mesa: ela responde por 28,7% das ocasiões de consumo de proteína e concentra um terço de todo o gasto das famílias nesse segmento. O impacto é direto na cesta de compras, que tem alta de 8,9 pontos percentuais quando a proteína entra no carrinho.

Entre os cortes, o consumidor equilibra desejo e orçamento. Cortes premium sem marca, como o bife, lideram em volume (34,8%), seguidos pela carne moída com marca (15,6%), acém (6,1%) e alcatra (1,7%). O estudo ainda mostra que a escolha muda ao longo do mês: no início, sobram cubinhos e peças inteiras sem marca; no meio, ganha espaço a carne moída com marca; e no fim, prevalecem cortes sem marca — reflexo da pressão no orçamento.

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Apesar da preferência, há sinais de diversificação. Famílias das classes AB, por exemplo, têm recorrido mais a frango, suínos, linguiças e salsichas, ainda que continuem responsáveis por 28,9% do consumo de carne bovina no trimestre.

O levantamento também aponta uma mudança no papel da proteína no dia a dia: “saciar a fome” aparece como principal motivador de consumo, reforçando seu caráter funcional nas refeições.

Na disputa entre canais de venda, o e-commerce avança rapidamente e já leva carnes a 5,7% dos lares, com bovinos presentes em 32% deles. O açougue, embora ainda seja forte no setor, perdeu espaço: registrou queda de 6% no volume e hoje alcança 15,2% dos domicílios, especialmente com cortes sem marca (96,1% das compras). Esse perfil é mais comum em famílias de três a quatro pessoas, com moradores acima de 50 anos, das classes AB, principalmente no Norte e no Nordeste.

O estudo acompanha o consumo de 11.300 domicílios, cobrindo 82% da população urbana e 90% do potencial de consumo no País.




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