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PEC 66 vai sacramentar acordo sobre precatórios em Diadema

Gilvan destaca alívio de R$ 90 milhões anuais para Santo André

10/09/2025 | 08:23
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O Congresso promulgou nesta terça-feira (9) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 66, que altera as regras de pagamento de precatórios. A sessão solene ocorreu na Câmara, com participação de parlamentares e prefeitos de todo o Brasil. O Grande ABC foi representado por Gilvan Ferreira (PSDB), chefe do Executivo de Santo André e vice-presidente da FNP (Frente Nacional de Prefeitos). O prefeito da Capital, Ricardo Nunes (MDB), também participou da agenda. 

A norma permite parcelamentos mais longos de pre-catórios e refinanciamento de débitos previdenciários a estados, Distrito Federal e municípios, aliviando o caixa dos entes federativos. 

Em Diadema, segundo o secretário de Finanças, José Luiz Gavinelli, a PEC vem para sacramentar acordo firmado pela gestão Taka Yamauchi (MDB) e pode favorecer também as dívidas junto ao Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal). 

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“Em relação ao Ipred está sendo contratado um estudo para avaliar quais são os cenários possíveis, para que haja condição de se equacionar o instituto. A PEC 66 entra como uma opção à dívida do Ipred, que hoje supera R$ 1,3 bilhão. Quanto aos precatórios, quando assumimos o governo vimos que havia um estoque em nome do município de mais de R$ 50 milhões. Automaticamente, entramos com uma solicitação para que se usasse o estoque, a fim de diminuir o valor (pago em precatórios) e conseguimos reduzir para 1% (da RCL – Receita Corrente Líquida) este ano. Com a PEC, esse 1% vai ser para sempre, desde que não supere os 15% (da RCL)”, afirmou o secretário. Diadema registra passivo de R$ 186,4 milhões.

A proposta promulgada ontem limita o pagamento de precatórios de acordo com o estoque em atraso. Se esse valor for de até 15% da RCL do ano anterior, o pagamento anual será de 1% dessa receita. Se ultrapassar 85%, o limite de gastos subirá gradualmente até 5%.

Gilvan acompanhou a sessão solene e afirmou que a PEC é uma vitória do municipalismo, fruto da união de prefeitos e prefeitas de todo o Brasil. “Reconhecemos o direito dos credores, mas também é preciso garantir que as cidades continuem investindo em políticas públicas que melhoram a vida das pessoas. Em Santo André, esse alívio financeiro significa mais recursos para ampliar serviços de saúde, educação e infraestrutura, fortalecendo o futuro da nossa população”, destacou o andreense. 

O prefeito aproveitou a ida a Brasília para solicitar ao governo federal novos recursos à área da saúde. Recentemente, Gilvan conquistou repasses adicionais para custeio da Pasta, além de investimentos para a construção da UBS (Unidade Básica de Saúde) Centro.

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