Política Titulo Operação Carbono Oculto

Lula diz que combate ao crime organizado inclui Faria Lima

Nesta terça-feira (9), Lula desembarcou em Manaus para a inauguração do CCPI Amazônia

10/09/2025 | 09:35
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FOTO: Ricardo Stuckert/PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo federal está combatendo o crime organizado, que "chegou à Faria Lima" - em referência à Operação Carbono Oculto.

"O crime organizado, hoje, está em tudo quanto é lugar. Está no futebol, na justiça, na política, está em todas as instituições. Fizemos uma operação, que foi a maior da história do Brasil feita contra o narcotráfico, e nós fomos chegar aonde? Na Faria Lima, nós fomos chegar nas fintechs, nessas empresas de jogos", disse Lula à Rede Amazônica, afiliada da TV Globo. A entrevista foi feita na tarde desta segunda-feira (8), mas veiculada na manhã desta terça-feira (9).

Nesta terça-feira (9), Lula desembarcou em Manaus para a inauguração do CCPI Amazônia (Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia).

DGABC

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Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto, foi a maior realizada até hoje para combater a infiltração do crime organizado na economia formal do País.

Segundo as investigações, o grupo dominava a cadeia produtiva no setor de combustíveis, inclusive promovendo adulteração de produtos vendidos ao consumidor, e utilizava dinheiro ilícito obtido com a prática de crimes para comprar empresas já existentes. Parte dessa cadeia foi capturada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), que usou a estrutura para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A atuação começava na importação, passando por produção e distribuição e terminava na venda do produto ao consumidor final nos postos - os combustíveis eram adulterados com a adição de um produto químico chamado metanol.

Os criminosos também utilizaram fintechs - empresas que oferecem serviços financeiros - para introduzir dinheiro oriundo dos crimes no sistema financeiro e aplicá-los em fundos de investimento, comprando mais empresas, imóveis e bens de luxo. O objetivo era blindar o patrimônio dos bandidos contra possíveis investigações.




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