Na Avenida Paulista Contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial
FOTO: Carlos Moura/Agência Senado

A Avenida Paulista foi novamente palco de ato político ontem, no feriado da Independência. Com a presença de diversas autoridades ligadas ao campo bolsonarista, a manifestação em defesa da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 reuniu aproximadamente 42,2 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common.
O evento teve forte apelo político e religioso, com discursos marcados por críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e pela defesa da chamada “anistia ampla e irrestrita” aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu publicamente a aprovação do projeto de anistia em tramitação no Congresso Nacional e cobrou do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que coloque a proposta em votação. “Estamos aqui hoje defendendo uma anistia porque sabemos que esse processo está maculado.”
Também presente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro adotou tom religioso ao falar para os manifestantes. Em referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais do 8 de Janeiro no STF, Michelle afirmou: “Se Alexandre de Moraes se arrepender, deixar a iniquidade e o pecado de lado, o Senhor vai perdoar.”
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