Independência Em pronunciamento nacional, presidente faz críticas a quem é contra os interesses nacionais por motivos eleitorais ou pessoais
FOTO: Divulgação/Secom

Em pronunciamento oficial na noite deste sábado (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o 7 de Setembro como um momento simbólico de reafirmação da soberania nacional. O petista defendeu as instituições democráticas, a proteção das riquezas brasileiras e criticou duramente setores políticos que, segundo ele, agem contra os interesses do país.
“Mais de 200 anos se passaram desde o fim da colonização. Hoje somos uma nação soberana e não aceitaremos jamais voltar a ser colônia de ninguém”, afirmou o presidente. O discurso, transmitido em cadeia nacional teve forte tom político e institucional, com referências diretas ao papel de parte da classe política que, nas palavras de Lula, “trai a pátria ao estimular ataques contra o Brasil”.
Segundo o presidente, a soberania brasileira se expressa não apenas na independência formal, mas em ações concretas que afetam o dia a dia da população, como a defesa da democracia, o combate à desigualdade, o fortalecimento das políticas públicas e o enfrentamento ao crime organizado. “A soberania está na proteção das conquistas dos trabalhadores, no apoio à juventude, no estímulo aos empreendedores e nos programas sociais que atendem os mais necessitados”, afirmou.
Lula acusou políticos de atuarem contra os interesses nacionais por motivos eleitorais ou pessoais. “Foram eleitos para servir ao povo, mas defendem apenas seus próprios interesses”, disse. “A História não os perdoará.”
O presidente também criticou tentativas de interferência nos Três Poderes, em uma fala que remeteu ao tensionamento institucional observado nos últimos anos. “O presidente da República não pode interferir nas decisões da Justiça, ao contrário do que alguns querem impor ao nosso país”, alertou.
Lula também apresentou dados e medidas de seu governo como exemplos de soberania na prática. Mencionou a retirada do Brasil do Mapa da Fome, a política de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação dos super-ricos, além da criação de mais de 400 novos mercados para exportações brasileiras desde o início de seu mandato.
A política ambiental também ganhou destaque. O presidente comemorou a redução de 50% no desmatamento da Amazônia e lembrou que o Brasil sediará, em novembro, a COP30 — conferência global sobre o clima.
Em defesa da tecnologia pública, Lula citou o sistema de pagamentos instantâneos PIX como patrimônio nacional. “O PIX é do Brasil, é público, gratuito e vai continuar assim”, disse, em referência ao presidente norte-americano, Donald Trump.
O pronunciamento também abordou o uso das redes sociais. Lula destacou que, embora plataformas digitais tenham papel importante na democratização da informação e no acesso ao conhecimento, elas não podem se tornar terreno livre para crimes. “Fake news, golpes financeiros, exploração infantil, racismo e violência contra as mulheres não podem ser tolerados”, declarou.
No fim do discurso, Lula chamou os brasileiros à união em torno da defesa da democracia e das instituições. Segundo o presidente, o momento exige responsabilidade histórica.“A história nos coloca diante de um grande desafio e pergunta se somos capazes de enfrentá-lo. E nós dizemos: sim. Temos fé, experiência e coragem para cuidar do nosso futuro e da esperança da nossa gente”, finalizou. LEIA TAMBÉM Esquerda prepara atos em cerca de 40 cidades em meio a mobilizações de bolsonaristas
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