Desafio de Redação Docente participante da E.E PEI Sylvia Ramos Esquível de Diadema, Letícia Vieira, explica sobre as principais características do gênero textual
André Henriques/DGABC

Desde maio, quando as inscrições foram abertas, o 19° Desafio de Redação Diário movimentou diversas escolas no Grande ABC. No total, são 342 unidades de ensino que solicitaram 166 mil folhas oficiais para participação de alunos e docentes no concurso. Esse ano, a redação levantou uma proposta diferente. Os participantes têm o tema Carta para o meu eu do futuro: onde me vejo daqui a 10 anos.
A professora de redação Letícia Giovana Vieira, que leciona para o segundo ano do ensino médio da E.E (Escola Estadual) PEI (Programa de Ensino Integral) Sylvia Ramos Esquível, de Diadema, garante que o gênero textual escolhido pode trazer mais liberdade e criatividade.
Para a docente, o formato permite uma escrita mais leve e expressiva. “A carta tem um tom mais poético, o que nos dá mais liberdade, especialmente dependendo do destinatário. É possível construir um texto mais fluido, dinâmico e com maior flexibilidade nas ideias”, afirma Letícia.
A especialista também destaca os principais elementos que compõem uma carta. “Seja mais formal ou informal, toda carta deve começar com o cabeçalho, indicando local e data, seguido do vocativo, que é a forma de se dirigir ao destinatário. No corpo do texto, apresentamos informações relacionadas à nossa realidade. E, por fim, finalizamos com uma despedida e a assinatura”, explica.
Diferente de uma dissertação, vista, por exemplo, no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e outros vestibulares, a carta não tem que convencer o leitor de um ponto de vista. “A dissertação é mais mecânica, tem que defender uma ideia, convencer o leitor e concluir. A carta é muito mais subjetiva, mas também tem que ter começo, meio e fim”, falou a professora de redação.
Os alunos da EE. PEI Sylvia Ramos Esquível já realizaram o Desafio. Segundo a docente, em média 560 alunos participaram do concurso literário na unidade de ensino diademense.
A professora destaca que foi emocionante acompanhar o processo de escrita dos estudantes. “O momento de escrever para meu eu do futuro no início assusta. Contudo, eles começaram a se envolver com o texto, quando comecei a imaginar o futuro com eles, fiquei emocionada”, revela Letícia.
Para concluir, ela destaca outras importantes dicas para construção textual. “Coloque seus sentimentos e traga suas emoções na carta. Acredito que isso vai ser muito mais envolvente para os corretores do projeto”, conclui.
As inscrições do Desafio de Redação seguem abertas até 30 de setembro pelo site (dgabc.com.br/desafioredacao), e as redações devem ser entregues até 15 de outubro. A premiação está marcada para 26 de novembro.
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