Avanço Câmara Temática de Assuntos Veiculares e Transportes Rodoviários auxilia a definir regras para o setor em âmbito nacional
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Os cegonheiros voltaram a integrar a CTVAT (Câmara Temática de Assuntos Veiculares e Transportes Rodoviários), vinculada ao Contran (Conselho Nacional de Trânsito). A nova gestão do órgão, que vai até 2027, teve a primeira reunião na última semana, em Brasília.
Entre os membros do colegiado, que assessora o governo na formulação de políticas públicas para o setor, estão dois representantes da Feiceg (Federação Interestadual dos Cegonheiros), entidade que reúne os sindicatos estaduais da categoria, entre eles o Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros), e representa mais de 5 mil profissionais que atuam diretamente no transporte de veículos zero quilômetro em todo o País.
Após a paralisação dos tempos da pandemia, a CTVAT teve uma gestão entre 2022 e 2024, mas a última participação dos cegonheiros se deu entre 2019 e 2021.
A retomada dos trabalhos na nova gestão do colegiado é considerada estratégica, tanto para a segurança viária quanto para o aperfeiçoamento das normas que regem o transporte de cargas e veículos. No passado, o grupo já tratou de temas como a regulamentação dos dollys (equipamentos de reboque usados em cargas pesadas), a exigência de lonas internas para o transporte de grãos e a modernização de frotas em segmentos estratégicos da logística nacional. A câmara também auxilia na execução do Pnatrans, o programa de redução de acidentes e mortes no trânsito no Brasil.
Para o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, a presença da Feiceg na nova formação da CTVAT reforça o papel dos cegonheiros na construção de soluções para os desafios do setor.
“A câmara é importantíssima para que os cegonheiros possam colaborar com o setor de transporte, todas as esferas de governo e sociedade para que tenhamos mais eficiência e segurança nas estradas e veículos”, o presidente afirma.
Os representantes da Feiceg na CTVAT são Elias Fazan, como membro titular, e Márcio Galdino, como suplente. Fazan destaca o peso técnico da câmara.
“A CTVAT é o órgão para o qual os especialistas e profissionais mais destacados do País são chamados a encontrar as soluções para os problemas que mais afetam o dia a dia nas estradas”, explica Fazan.
Para Márcio Galdino, que também é diretor regional do Sinaceg, é preciso destacar a importância do retorno da CTVAT no atual contexto nacional. “A retomada da CTVAT e de outras câmaras temáticas, pelo Contran, é fundamental num período em que o Brasil enfrenta desafios econômicos e logísticos para manter um ritmo de crescimento importante à nossa economia.”
A nova formação da CTVAT reúne mais de 30 especialistas, entre titulares e suplentes, representando órgãos da União, dos estados e de capitais como São Paulo, Aracaju e Porto Alegre e 15 entidades da sociedade civil. Além da Federação Interestadual dos Cegonheiros (Feiceg), têm assento na câmara entidades como a Anfavea, que representa a indústria automobilística, a CNT/Sest Senat, a ABCR (concessionárias de rodovias) e o Confea (engenharia e agronomia), além de instituições ligadas à engenharia, segurança viária, autopeças, transportadores autônomos e fabricantes de motocicletas.
O que são as câmaras
As câmaras temáticas são previstas no artigo 13 do Código de Trânsito Brasileiro e exercem papel essencial no assessoramento técnico ao Contran. Atualmente, existem seis câmaras ativas: Veículos e Transporte Rodoviário, Educação para o Trânsito, Saúde, Engenharia e Sinalização, Esforço Legal e Gestão do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. Os grupos reúnem representantes do poder público e da sociedade civil para analisar dados, formular propostas e desenvolver políticas públicas voltadas à segurança viária, modernização da frota e eficiência da mobilidade no país.
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