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Reservatórios têm pior nível desde o início do racionamento noturno

Sabesp destacou que, em uma semana, redução na pressão da rede economizou 2,8 bilhões de litros de água; sistema opera com 36,2%

05/09/2025 | 08:55
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Sistema de Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, administrado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), registrou na quinta-feira (4) o pior nível desde o início do racionamento. Em 27 de agosto, data em que a companhia passou a reduzir a pressão da água durante a noite, o volume total dos reservatórios era de 38%. Ontem, esse índice caiu para 36,2%, redução de 1,8 ponto percentual.

Esse é o menor volume registrado para o período desde 2015, ano marcado por uma crise hídrica histórica. Em 4 de setembro daquele ano, os reservatórios operavam com apenas 8,5% da capacidade total, segundo dados do Portal dos Mananciais da Sabesp.

Os sete mananciais que compõem o SIM (Sistema Integrado Metropolitano) apresentaram queda nos volumes de água durante o intervalo de oito dias, entre 27 de agosto e 4 de setembro. O Cantareira caiu de 35,5% para 33,6%, o Alto Tietê de 30,1% para 28,8%, o Guarapiranga de 54,6% para 52,2%, o Cotia de 59,6% para 57,3%, o Rio Grande de 58,9% para 57,2%, o Rio Claro de 22,3% para 20,8% e o São Lourenço de 55,8% para 52,6%.

DGABC

Diante da baixa pluviometria, a Sabesp adotou medidas emergenciais, como a redução da pressão na rede de distribuição de água por oito horas durante a madrugada, das 21h às 5h, sem previsão de término. Também foi anunciada a diminuição do volume de água retirado do Sistema Cantareira. 

Apesar da redução dos níveis, a companhia afirmou que o racionamento noturno resultou em uma economia de aproximadamente 2,8 bilhões de litros de água em toda a Região Metropolitana de São Paulo. Como os sistemas produtores são interligados, essa economia foi distribuída entre todos os mananciais. A Sabesp destacou que a medida contribuiu para desacelerar a queda dos níveis dos reservatórios, agravada pela ausência de chuvas, e reforçou a importância do uso consciente da água por parte da população.

A empresa informou ainda que a capacidade de produção de água potável do Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings, responsável pelo abastecimento da maior parte do Grande ABC, é de 5.400 litros por segundo. O manancial é o principal da região e abastece os municípios de Santo André, São Bernardo e Diadema. 


COBRANÇA

A Prefeitura de São Bernardo encaminhou ofício à Sabesp no qual solicita a apresentação de um plano de contingência em relação ao fornecimento de água à cidade. “Dados recentes apontam tendência de queda nos níveis de armazenamento e aumento da vulnerabilidade hídrica, com possíveis impactos ao abastecimento de mais de 1,2 milhão de pessoas beneficiadas pelo Sistema Rio Grande, das quais em torno de 800 mil apenas em São Bernardo” destacou.

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