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Eduardo Bolsonaro: redução de tarifas depende de anistia em Brasília

O deputado afirmou que o esforço dos empresários brasileiros para tentar reduzir as tarifas dos Estados Unidos ao Brasil só será efetivo se a pressão for feita em Brasília

04/09/2025 | 12:54
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FOTO: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
FOTO: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 4, que o esforço dos empresários brasileiros para tentar reduzir as tarifas dos Estados Unidos ao Brasil só será efetivo se a pressão for feita em Brasília. "O primeiro passo é votar a anistia", disse.

"Está muito claro que não é uma questão comercial. Então, a melhor maneira para você solucionar isso é em Brasília, não é aqui", disse o deputado, a jornalistas, na manhã desta quinta.

"Se votarmos a anistia, eu asseguro com tranquilidade, a gente vai sentar à mesa. A gente não, porque eu não estarei nessa mesa. Mas quem quer que venha aqui negociar, estará sentado em uma melhor posição junto ao pessoal do governo Trump", disse.

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Eduardo Bolsonaro disse que foi convidado para participar de uma conversa com empresários sobre os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os EUA e o Brasil. Mas ele não participará do evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no âmbito da comitiva da iniciativa privada, que veio a Washington para tentar rever o tarifaço do presidente Donald Trump contra o Brasil.

O parlamentar está se encontrando com empresários em paralelo.

"Um dos principais recados que certamente vamos conversar com os empresários brasileiros, é reforçar aquilo que foi dito pelo Christopher Landau, o "02" do Marco Rubio, que a pressão a ser feita é em Brasília e que sendo aprovada uma anistia ", disse Bolsonaro.

Ele afirmou ainda que não é uma "anistia para inglês nem para americano ver". "É uma anistia de verdade, aí você coloca o Brasil em uma boa posição para negociar essa questão das tarifas", concluiu.

Resposta da Casa Branca ao julgamento

O deputado acredita que haverá alguma resposta do governo do presidente Donald Trump ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve início nesta semana no STF e será retomado na semana que vem.

"Eu não consigo precificar, prever nesse momento. Mas, certamente, como o presidente Trump tem falado publicamente sobre essa perseguição política no Brasil, é de se imaginar que haverá algum tipo de resposta", disse ele, a jornalistas, em Washington.

"Pode até não ser amanhã, pode não ser na data do julgamento, mas eu esperaria algum tipo de resposta, sim, nos próximos momentos", acrescentou.




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