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Lula: não há necessidade de temer sanção americana por julgamento de Bolsonaro

02/09/2025 | 18:31
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 2, que não há necessidade de temer sanções dos Estados Unidos por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista também reiterou que o "Lula Paz e Amor" está de volta para negociar com o líder americano, Donald Trump.

"O que está acontecendo nos EUA é que ele desacreditou de qualquer coisa que tínhamos como conhecimento na história da humanidade: de um governo se meter a julgar o comportamento da Justiça de outro País", disse Lula. "Acho que as pessoas precisam aprender a respeitar. Cada um toma conta do seu terreno."

O presidente voltou a criticar Trump, afirmando que ele não foi eleito para ser "imperador do mundo", comportamento que considera "inacreditável". Reforçou ainda que as tratativas com os Estados Unidos estão sendo conduzidas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

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Segundo Lula, o presidente americano tem direito de estabelecer taxas, mas deve respeitar as regras multilaterais. O petista destacou o Brasil já recorreu à Organização Mundial de Comércio (OMC) por conta disso e acrescentou que aguarda uma mudança de postura de Trump.

"Sinceramente, eu espero que, em algum momento, aconteça alguma coisa na cabeça do presidente Trump, e ele perceba: 'Puxa vida, tem que negociar'. Não só com o Brasil, mas com a China, a Índia, a Venezuela, com todo mundo", continuou o presidente.

"Porque o mundo de paz que nós queremos construir depende de nós, não de ninguém. Só depende de nós. E o Brasil faz parte de um continente reconhecido como zona de paz."

As declarações do petistas foram feitas após prestação de condolências no velório do jornalista Mino Carta, fundador do veículo Carta Capital em São Paulo. Também estavam presentes no evento o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira; o ministro do Trabalho, Luiz Marinho; e o presidente do PT, Edinho Silva.




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