Julgamento de Bolsonaro Oposição busca fazer manifestações no Dia da Independência e classificam julgamento do ex-presidente como “político” e “parcial”
FOTO: Lula Marques/Agência Brasil

A oposição no Congresso Nacional tem como objetivo utilizar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conseguir fortalecer e atrair apoiadores para atos no domingo (7), comemorado Dia da Independência do Brasil.
O STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou, nesta terça-feira (2), o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus. O grupo, chamado de “núcleo central”, por serem os suspeitos de "liderarem" e "arquitetarem", é condenado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) afirma que irá acompanhar o julgamento. “Na medida do possível, vou assistir [o julgamento], sim, apesar de achar que o jogo já está jogado. Não há nenhuma imparcialidade nesse julgamento”, relata Marinho. O senador e ex-ministro no governo Bolsonaro, diz que o julgamento é “político” e “parcial”.
A oposição deve se reunir na manhã desta terça, na Câmara, para o encontro semanal do grupo, que tem tratado como “segredo” suas estratégias em relação à postura do grupo durante o julgamento. Uma das orientações envolveria a convocação, pelas redes sociais, dos apoiadores de Bolsonaro para atos no 7 de setembro.
O julgamento tem início às 9h, nesta terça, e perdurará durante os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro. Às quartas-feiras, dias 3 e 10, as sessões serão somente no período matutino, das 9h às 12h. Nos outros dias, serão no período matutino e vespertino, das 9h às 12h e das 14h às 19h.
A Primeira Turma, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin (presidente da turma), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux, serão os responsáveis por realizar o julgamento.
Núcleo Central
Além do ex-presidente, os integrantes do “núcleo crucial” serão o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, o almirante Almir Garnier Santos; ex-comandante da Marinha, Anderson Torres; ex-ministro da Justiça, o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e o também general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.
O grupo de oito réus responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Entretanto, Alexandre Ramagem teve a acusação de dois crimes suspensa pela Câmara dos Deputados, ou seja, ele só responderá pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.