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Grande ABC tem volume de chuvas 46% abaixo do esperado para agosto

Foram 23 milímetros ante a média de 43; queda impactou no nível de água dos reservatórios e provocou racionamento

02/09/2025 | 09:10
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A região fechou o mês de agosto com um volume de chuvas abaixo do esperado. Em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, foram registrados apenas 23 milímetros de precipitação em cada cidade, o que representa uma redução de 46% em relação à média de 43 mm. Em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra choveu dentro do previsto, 50 mm, em média. As informações são da Defesa Civil do Estado de São Paulo. 

Em comparação com o ano passado, as sete cidades da região receberam, em média, 54 mm de chuva no mesmo período. Para setembro, a previsão é de 84,8 mm de precipitação, embora, de acordo com o Climatempo, a possibilidade de chuvas seja de 0% até o dia 5. 

O meteorologista da Tempo OK, Márcio Bueno, diz que a média histórica para setembro é de 55 mm, mas, em 2024, choveu aproximadamente 27 mm na região. De acordo com o especialista, para este ano, espera-se um setembro ligeiramente mais seco, já que a dinâmica atmosférica pode desfavorecer o deslocamento dos sistemas meteorológicos responsáveis pelas chuvas no Sudeste. 

DGABC

“No entanto, é importante destacar que o Grande ABC é mais úmido do que o restante da Região Metropolitana de São Paulo, sendo comum a ocorrência de eventos de garoa ou chuvisco entre o final da tarde e à noite devido à entrada da brisa marítima”, ressalva. 

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SEM ÁGUA

A escassez de chuva, especialmente nos municípios que mais contribuem para o volume dos reservatórios da região, fez o nível de água cair. Como medida de prevenção, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) iniciou, em 27 de agosto, um racionamento por meio da diminuição da pressão da água no período noturno. 

Os reservatórios do SIM (Sistema Integrado Metropolitano), quando a redução no abastecimento foi anunciada, estavam com volume abaixo do habitual, em 37,8%. Nesta segunda-feira (1º), o nível já tinha caído para 36,9% . 

Os mananciais localizados no Grande ABC também apresentam nível crítico. O Rio Grande, que opera com 58%, segundo dados do Portal dos Mananciais da Sabesp, abastece Santo André, São Bernardo e Diadema. Já os sistemas Cantareira (34,4%), Alto Tietê (29,3) e Rio Claro (20,9) juntos abastecem Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires.

“A situação dos reservatórios deve permanecer baixa até, pelo menos, a retomada do período úmido, esperada a partir da última semana de setembro. A partir daí, prevê-se o retorno de chuvas mais frequentes em todo o Estado”, explica Márcio Bueno. 

O tempo seco e a ausência de chuvas, segundo o meteorologista, favorecem o acúmulo de poluentes na atmosfera, uma vez que a precipitação é o principal agente de limpeza do ar. Além disso, durante o inverno, a poluição tende a se concentrar mais próxima da superfície, comprometendo a qualidade do ar. 

“A baixa umidade e o ressecamento do solo também aumentam o risco de queimadas nesse período, visto que a vegetação perde umidade e se torna altamente inflamável, facilitando o início e a propagação de focos de incêndio”, afirma o meteorologista.




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