Economia Titulo Contra o tarifaço

Representantes da indústria brasileira participam de reuniões nos Estados Unidos

Delegação será composta por empresários de vários setores da economia nacional

02/09/2025 | 08:47
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FOTO: Lula Marques/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Cerca de 130 empresários embarcam para os Estados Unidos nesta semana, em missão empresarial organizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O objetivo é abrir caminhos para reverter a taxa de 50% aplicada sobre produtos brasileiros. Os setores mais afetados pelo tarifaço também estarão representados, como máquinas e equipamentos, madeira, café e cerâmica.

A agenda inclui reuniões com empresários e parlamentares norte-americanos, encontros bilaterais com instituições parceiras e uma plenária com representantes do setor público e privado dos dois países para fortalecer o diálogo e avaliar os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países. Também está prevista reunião com a embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o propósito da missão empresarial é aprofundar o diálogo e contribuir para as negociações, por meio de argumentos técnicos. “As economias brasileira e americana são complementares”, destacou.

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“A nossa contribuição nesse processo busca reforçar a necessidade de que Brasil e Estados Unidos utilizem os canais estruturados de cooperação existentes para garantir que as relações comerciais e de investimento permaneçam justas, recíprocas e benéficas para ambos os países”, disse Alban.

Amanhã, às 10 horas, haverá uma reunião no Capitólio. Os nomes dos parlamentares norte-americanos que terão reunião com a comitiva empresarial brasileira ainda não foram divulgados. Entre 12 horas e 16 horas, estão previstas reuniões bilaterais com instituições brasileiras e suas contrapartes/parceiros nos EUA. Às 16 horas, os representantes da indústria terão audiência com a embaixadora do Brasil em Washington.

Paralelamente, entre 9 horas e 17 horas, por meio do embaixador Roberto Azevêdo, consultor da CNI, a entidade brasileira vai participar da audiência pública relacionada ao processo contra o Brasil, aberto pelo USTR(Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio.

A investigação, aberta em 15 de julho, abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais (como desmatamento ilegal).

A CNI já apresentou posicionamento técnico argumentando que o País não aplica práticas desleais ou discriminatórias que prejudiquem a competitividade das empresas norte-americanas e sustentou que as preocupações identificadas pelo USTR não justificam medidas restritivas ao comércio nos termos da Seção 301.

A instituição destaca que não há base jurídica ou factual para a imposição das tarifas adicionais, que o comércio bilateral entre Brasil e EUA é mutuamente benéfico, com superávit para os EUA e tarifas baixas, e que medidas unilaterais enfraquecem essa parceria estratégica.

A agenda prossegue na quinta-feira, a partir das 8h45, com um diálogo empresarial Brasil-EUA para discutir os impactos comerciais e as estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países. Participam o presidente da CNI, o vice-presidente executivo da US Chamber of Commerce, Neil Bradley, o CEO da Amcham Brasil, Abraão Árabe Neto, e a diretora global de Política de Comércio e Investimento da Dow e membro do Brasil-US CEO Forum, Lisa Schroeter. Em outra mesa, estarão os representantes dos diferentes setores (brasileiros e norte-americanos).

Dirigentes de oito federações estaduais da indústria integram a comitiva, dentre a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

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