Política Titulo Réu por corrupção

Justiça Eleitoral nega recurso e Atila vai a julgamento neste mês

Ex-prefeito vai a tribunal por suspeita de fraude em licitação e organização criminosa

Bruno Coelho
02/09/2025 | 06:00
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FOTO: André Henriques 21/3/25
FOTO: André Henriques 21/3/25 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) ainda é assombrado pelos reflexos da Operação Prato Feito, a qual o levou a duas prisões preventivas entre 2018 e 2019. Réu por suspeita de crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, chefiar organização criminosa e caixa 2, o ex-prefeito de Mauá teve negada, no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a anulação das audiências de instrução e julgamento para os dias 24, 25 e 26 de setembro. Somadas, as penas podem alcançar 33 anos de reclusão. 

A defesa do parlamentar alegou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu processos no Brasil que tratam da validade de provas obtidas via Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Receita Federal, sem autorização judicial, tratando o caso de Atila como um exemplo contemplado com o despacho. Entretanto, o juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, rejeitou a tese apresentada pelos advogados. 

Atila é acusado de fraude na licitação realizada em 2017, por suspeita de favorecer a empresa Reventex Indústria e Comércio Ltda. na aquisição de kits de uniformes escolares para a Prefeitura de Mauá a preços superfaturados. Em maio de 2018, o então prefeito foi preso pela Polícia Federal pela Operação Prato Feito, enquadrado por suposta lavagem de dinheiro, após R$ 87 mil em espécie serem encontrados em sua residência.

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Em dezembro do mesmo ano, nova prisão, daquela vez pela Operação Trato Feito, como desdobramento da anterior. Em ambos os casos, o ex-prefeito foi solto pelo ministro do STF Gilmar Mendes

Em nota, Atila assegurou que recebeu a notícia com tranquilidade e se diz seguro de que o processo será arquivado. O deputado estadual afirmou que causou estranheza que o próprio MP (Ministério Público), que pediu o arquivamento do processo civil após sete anos e diversas perícias do CAEx identificando não haver sobrepreço nem dolo, agora, em sua esfera eleitoral, queira levar adiante este processo. “Sou forjado no fogo. Tenho o povo ao meu lado, que conhece o meu trabalho”, enfatizou.

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