Cortes Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele defendeu que, ao contrário do que ocorreu nos governos passados, o impulso fiscal está em queda no Brasil
FOTO: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite deste domingo (31), que o governo não consegue cortar quase nenhuma despesa do orçamento sem passar pelo crivo do Congresso. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele defendeu que, ao contrário do que ocorreu nos governos passados, o impulso fiscal está em queda no Brasil. O ministro também salientou que a expansão fiscal está atualmente limitada pelas regras do arcabouço. "Não é verdade que estamos empatando o jogo (de alta) fiscal", retrucou.
Na entrevista, Haddad também comentou que a concorrência internacional com os Correios é "monstruosa". Segundo ele, a maior parte das empresas fica com o "filé", enquanto a estatal precisa roer o osso. A afirmação foi feita quando questionado sobre o desempenho das empresas públicas.
O ministro falou também que não viu sentido em o Congresso ter aprovado as bets - que são jogos em massa e que não geram empregos - e ter negado casas de apostas presenciais. Questionado sobre qual deve ser o seu maior legado na Fazenda, Haddad falou de forma direta: "a reforma tributária, diria que 200%".
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