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PF realiza duas operações em conjunto com a Receita Federal

Operação Quasar e Tank tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa e desmantelar uma das maiores redes de lavagem de dinheiro

Ana Freitas
Especial para o Diário
28/08/2025 | 14:43
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FOTO: Divulgação/ PF Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A PF (Polícia Federal), em conjunto com a Receita Federal e outros órgãos públicos, deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas para combater o crime organizado na cadeia produtiva de combustíveis.

As duas operações visavam desarticular esquemas de fracionamento de depósitos, empresas de fachada, intermediadoras e operadoras financeiras, coleta de dinheiro, adulteração e fraude na venda de combustíveis, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

“A fiscalização da receita federal tem que ser colocado à disposição dos órgãos de combate ao crime organizado, por que a sofisticação do crime organizado hoje, ele exige da parte da receita que nós consigamos decifrar o caminho do dinheiro que é muito sofisticado, são muitas camadas”, afirma o Ministro da Fazendo, Fernando Haddad durante coletiva de imprensa.

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O trabalho feito com a união dos órgãos públicos foi apontado pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski como “uma das maiores operações já feitas”. Vale ressaltar que, tanto Haddad quanto Lewandowski, falaram durante seus discursos sobre a importância da PEC da Segurança Pública que tem o objetivo de integrar as forças de segurança de nível federal, estadual e municipal.

Operação Quasar

A Operação Quasar tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, empresas de fachada, intermediadoras e operadoras financeiras. A investigação apontou que os esquemas eram feitos de maneira sofisticada, utilizando de fundos de investimento para ocultar patrimônios ilícitos, com indícios de ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). 

O crime era feito através de múltiplas camadas societárias financeiras, em que os fundos de investimento tinham participações de outros fundos e empresas, que nem sempre existiam. Ao separar o crime por “camadas” tornava mais difícil a atuação da PF e da Receita Federal, e complicava a identificação dos verdadeiros beneficiários, além de blindar os patrimônios e ocultar a origem dos recursos.

A operação conta com 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal autorizou o sequestro integral de fundos de investimento que foram utilizados para movimentação ilícita, também foi determinado o bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$1,2 bilhão, valor que corresponde às autuações fiscais já realizadas. Além de ordenar o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Operação Tank

A Operação Tank tem o propósito de desmantelar uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná. As investigações da PF apontaram que o grupo criminoso atuava desde 2019, e é suspeito de ter lavado mais de R$600 milhões, tendo movimentado mais de R$23 bilhões através de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

Os criminosos utilizavam de táticas para conseguir ocultar a origem dos recursos, como depósitos fracionados em espécie, uso de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços.

As investigações também revelaram fraude na comercialização de combustíveis, tendo adulterado gasolina e a chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba (PR) estavam envolvidos nessas práticas.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão. Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, com o total de uma constrição patrimonial superior a R$1 bilhão.

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