Economia Titulo Carteira assinada

Grande ABC gera 3.148 vagas de trabalho em julho

São Caetano, com 1.194, e Santo André, com 1.071 foram as cidades com melhor saldo no sétimo mês do ano

Nilton Valentim
28/08/2025 | 08:46
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FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC foi na contramão do País e registrou aumento do emprego formal em julho. A região gerou 3.148 vagas com carteira assinada. Os números foram levantados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. No sétimo mês do ano, foram contratados 42.582 trabalhadores na região e dispensados 39.434.

O saldo mensal é o terceiro melhor resultado do ano, atrás apenas de fevereiro (7.107) e abril (3.732). Na comparação com junho, quando foram criadas 1.266 vagas, o crescimento foi de 148,65%. Em relação a julho de 2024 (3.245), houve queda de 2,98%.

Na comparação por cidades, o melhor resultado individual foi obtido por São Caetano, com 1.194 postos formais de trabalho. Em segundo lugar ficou Santo André (1.071), seguida por Diadema (385), São Bernardo (348) e Mauá (250). Dois municípios tiveram saldo negativo, Ribeirão Pires, com -62, e Rio Grande da Serra, com -38 postos.

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Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de emprego voltou a cair em julho, Foram 129.778 postos. O volume foi o menor para mês desde 2020, quando foram abertas 108.476 vagas. 

A criação de empregos caiu 32,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em julho de 2024, tinham sido criados 191.373 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 50.159 postos, seguidos pelo comércio, com 27.325 postos a mais. Em terceiro lugar, está a indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com a criação de 24.426 postos de trabalho. Por fim, o nível de emprego subiu na construção civil, com a abertura de 19.066 postos. Com o fim da safra, a agropecuária caiu para o quinto lugar, com a criação de 8.795 postos de trabalho.

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 26.718 postos formais. A categoria de transporte, armazenagem e correios abriu 11.668 vagas.

Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 22.834 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a extrativa, que abriu 1.786 vagas. O segmento de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação fechou 704 vagas em julho

O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 50.033 postos a mais, seguido pelo Nordeste, com 39.038 postos. Em seguida, vem o Centro-Oeste, com 21.263. O Sul abriu 11.337, e o Norte criou 8.128 vagas formais.




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