Avanço Investigação segue para levar à Justiça invasores de imóvel particular
FOTO: Celso Luiz/DGABC

A Polícia Civil, por meio das equipes do 2º DP (Distrito Policial) de São Caetano, avança com as investigações para individualizar condutas e levar à Justiça os envolvidos na invasão a prédio particular em área nobre da cidade. Anexo ao inquérito há robusto material documental produzido por comissão especial de vereadores.
O imóvel na Rua José Benedetti ficou ocupado irregularmente entre 21 de novembro de 2024 e 13 de março deste ano, quando a PM (Polícia Militar), munida de ordem judicial, cumpriu a reintegração de posse.
O dossiê reúne relatórios de departamentos municipais que estiveram no local, como por exemplo, a Defesa Civil – impedida pelos invasores de entrar para vistoriar o edifício –, a Assistência Social e o Conselho Tutelar. Informações sobre as características de quem arrombou o portão também constam no documento.
“Não pediram (os investigadores) só o relatório. Pediram capa a capa da comissão especial. Todo o nosso trabalho e as diligências são de interesse para o inquérito. Conversamos com o escrivão e ele vai começar a intimar os envolvidos, inclusive”, disse o vereador Fábio Soares (Republicanos), presidente da comissão especial.
Entre os alvos, dois homens – um mais jovem e outro com pouco mais de idade – que estavam em um Fiat Pálio vermelho no dia da invasão. Segundo imagens das câmeras de segurança, o rapaz, que desceu do veículo, seria o responsável por arrombar o cadeado, além de chamar as invasoras. “Queremos saber se ele recebeu algum dinheiro, algum valor para executar esse tipo de invasão”, explicou Soares.
César Oliva (PSD), relator da comissão, afirma que o robusto dossiê produzido pelos vereadores vai corroborar com as investigações na individualização de condutas criminosas. “Embasamos (o inquérito) com mais informações, a fim de que todos os possíveis envolvidos que tiveram qualquer conduta, no sentido de dar suporte, de ajudar, de ser olheiro, enfim, no revezamento, tenham suas condutas individualizadas para que recebam as devidas condenações”.
O proponente da comissão especial, vereador Gilberto Costa (Progressistas), afirmou que, quando levou o caso à Câmara, alguns foram contrários. “Me lembro que na votação houve quem disse que o documento era desnecessário, que não tinha função e aquilo era assunto do judiciário”, pontuou.
Layse Hiromy Yamauti, liderança do Movimento Olga Benário e apontada como responsável pela invasão, foi condenada pela Justiça ao pagamento das custas processuais. Inicialmente, deverá desembolsar R$ 1.000, valor que corresponde a 10% do total estipulado na ação. A reportagem não conseguiu contato com Layse para comentar o caso.
A investigação continua com o objetivo de identificar todas as pessoas envolvidas no caso e atribuir a cada uma delas os crimes correspondentes. Os suspeitos podem responder por invasão, dano ao patrimônio, furto de energia, entre outras infrações.
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