Economia Titulo Fundação Getulio Vargas

Confiança da Indústria cai 4,4 pts em agosto, maior queda desde pandemia

Em médias móveis trimestrais, o ICI acumulou queda de 2,8 pontos, a 94,0 pontos

27/08/2025 | 09:47
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FOTO: Wilson Dias/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou 4,4 pontos na passagem de julho para agosto, encerrando o mês em 90,4 pontos. Foi a maior queda para um mês desde o período da pandemia, conforme informou nesta quarta-feira (27), a FGVFundação Getulio Vargas). Os 90,4 pontos do índice representam o menor nível desde outubro de 2023. Em médias móveis trimestrais, o ICI acumulou queda de 2,8 pontos, a 94,0 pontos.

"A queda da confiança da indústria em agosto reforça a tendência de insegurança entre os empresários. As avaliações sobre o momento atual dos negócios evidenciam a preocupação de alguns setores com o acúmulo de estoques", escreveu em nota o economista Stéfano Pacini, do Ibre/FGV.

Ele reforça que o momento atual combina política monetária em nível restritivo e incerteza elevada dadas as novas taxações a produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos. "O resultado da sondagem está em linha com a complexidade da macroeconomia para o setor industrial no segundo semestre. Um cenário de contração da política monetária e de aumento da incerteza, em virtude das questões externas envolvendo Brasil e EUA, pode intensificar a desaceleração que já era esperada para o setor."

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Conforme divulgou a FGV, o ISA (Índice de Situação Atual) foi o que mais puxou a queda do ICI como um todo, recuando 3,9 pontos entre julho e agosto, para 93,4 pontos. Entre os componentes deste segmento, o que mede a situação atual dos negócios foi o destaque negativo ao retroceder 6,1 pontos - maior queda desde janeiro de 2022 -, para 91,3 pontos.

O IE (Índice de Expectativas) contraiu 4,9 pontos, a 87,6 pontos no período, com piora significativa em todos os indicadores que compõem o índice, sendo a mais intensa no ímpeto de contratações. O indicador de expectativas de emprego caiu 5,9 pontos, para 91,2 pontos, alcançando o pior resultado desde junho de 2020.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria), por sua vez, manteve-se relativamente estável, crescendo 0,1 ponto porcentual e atingindo 81,6%.

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